Realizar um estudo de viabilidade econômica é uma das primeiras ações.

Nessa etapa é importante dar às pessoas envolvidas o maior número possível de informações sobre o tema, já tentando identificar no grupo o interesse em avançar no processo. A sensibilização é constituída, basicamente, pelos seguintes passos:
- Mobilização: caso seja positivo o interesse, deixar como tarefa para o grupo mobilizar um número maior de pessoas (considerando que serão necessários pelo menos dez membros para organizar uma central de negócios) para participar de uma palestra de sensibilização sobre o tema.
- Palestra de sensibilização: como o nome sugere, o objetivo é sensibilizar as pessoas sobre o tema. Já com o grupo reunido, esse é o momento de aprofundar a discussão sobre central de negócios e terceiro setor, explorando, principalmente, aspectos relativos à responsabilidade de cada pessoa no processo e o caráter empresarial e transparente da gestão da organização.
- Nivelamento: é fundamental tentar nivelar os anseios das pessoas em relação à entidade e o nível de conhecimento sobre o assunto. O que elas pensam que é uma central de negócios? O que elas esperam conseguir com ela? Estão dispostas a assumir riscos?
- Estudo de viabilidade econômica: caso o grupo concorde em avançar com o trabalho, é importante selecionar pessoas que fiquem responsáveis por levantar informações sobre a legalização da central de negócios, e outras que se responsabilizem por estudar a viabilidade econômica e as necessidades de infraestrutura e recursos financeiros.
Apresentação dos resultados
Caso o trabalho corra conforme o acordado, o grupo terá levantado informações importantes para decidir se organiza ou não a central de negócios.
Há informações sobre a documentação e tramitação legal para constituir a central? Foi feito um estudo da viabilidade econômica do negócio? Se tiver apoio de um técnico, cabe a ele explorar o grupo sobre as informações levantadas, ajudando-o a identificar as reais possibilidades de constituição e manutenção.
Caso as informações permitam ao grupo decidir por organizar a central, passa-se à medida prática para fazê-lo. Caso decidam por não organizar a central, cabe ao técnico auxiliar o grupo encontrar novas perspectivas para sua demanda.
Nessa segunda fase, o passo mais importante é a realização da assembleia de constituição. Trata-se de uma etapa formal do processo de legalização. Na assembleia, elege-se a diretoria e aprova-se o seu estatuto.
Antes de chegar aqui, o grupo já deverá ter discutido o estatuto e definido as pessoas que formarão a diretoria. Depois disso, a documentação para registro deve ser encaminhada.
Os principais documentos e providências necessários são:
- Registro no cartório de registro de pessoas jurídicas. Nas cidades maiores, provavelmente existe um cartório específico para essa finalidade. Nas menores, é feito no cartório de registro geral. Um aspecto dificultador é o fato de que alguns cartórios têm exigências especiais que extrapolam o que determina a lei.
- Ata de fundação impressa em papel timbrado (se houver), transcrita do livro de atas, mas sem a inclusão do estatuto e sem os erros eventualmente cometidos, quando foi manuscrita no livro. Deve ser assinada pelo representante legal da organização (presidente ou outro membro, conforme determina o estatuto).
- Duas vias do estatuto na íntegra, impressas com a assinatura do representante legal da associação em todas as páginas.
- Relação dos fundadores e dos membros da diretoria eleita com a indicação da nacionalidade, do estado civil e da profissão de cada um.
- Ofício encaminhado ao cartório solicitando o registro, assinado pelo representante legal da associação, com a apresentação do seu endereço pessoal e do endereço da sede da entidade.
- Inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), conforme procedimentos da Receita Federal.
Os seguintes itens devem constar no estatuto:
- A denominação, os fins e a sede da associação, bem como o tempo de sua duração.
- O modo como se administra e representa a sociedade, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente.
- Se o estatuto é reformável, no tocante à administração, e de que modo.
- Se os membros respondem ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais.
- As condições de extinção da pessoa jurídica e, nesse caso, o destino do seu patrimônio.
Com a documentação em ordem, o registro é feito. O oficial do cartório faz o lançamento da certidão e devolve uma das vias do estatuto com o número de ordem, livro e folha onde foi lançado. Esse é o registro inicial da associação. Ao contrário do que exige a maioria dos cartórios, a lei não prevê a necessidade de assinatura de um advogado.
Concluída essa etapa, a central de negócios está devidamente registrada e pronta para entrar em funcionamento. Os demais documentos como livros-caixa, registro de empregados etc. devem ser providenciados com o contador escolhido pela associação.
A definição de localização, a aquisição de móveis e equipamentos, enfim, a montagem da estrutura da central de negócios são as tarefas mais importantes dessa fase. Com base no estudo de viabilidade econômica, a diretoria eleita passa a tomar as providências necessárias para começar a operação.
Nessa etapa, o apoio técnico é muito importante para auxiliar a diretoria na tomada de decisões que serão cruciais para o bom funcionamento da entidade.
A quarta fase é o início das atividades da central de negócios. As fases anteriores servem não apenas como forma de levantar informações para constituir ou não a central, mas também como laboratório para as pessoas interessadas em trabalhar juntas por um objetivo comum.
A expectativa é a de que, nessa fase, a ideia já tenha sido conscientizada por todos da equipe, diminuindo as tensões no dia a dia do negócio. Caso contrário, o técnico deve estar atento para acompanhar o processo.
Observação: esse roteiro é apenas sugestivo. Os passos sugeridos devem ser considerados e adaptados às necessidades do grupo.
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