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Tue Jun 21 15:21:29 BRT 2022
Empreendedorismo | ATITUDE EMPREENDEDORA
Negócio sustentável inova ao lançar carteira de “papel”

Guilherme, Augusto e Dudu abriram a empresa usando um modelo de gestão nada tradicional e com ambições que não miravam no lucro, mas na sustentabilidade.

· 21/06/2022 · Atualizado em 21/06/2022

“Aplicando as metodologias do Sebrae, reduzimos em 50% o prazo de produção dos nossos produtos e demos o pontapé inicial para repensar toda nossa lógica de operação.”

Guilherme Massena cresceu numa família empreendedora. A tia toca o negócio da família que vai completar 95 anos. O tio abriu uma franquia de agência de turismo. Os pais compraram uma ótica falida e a reergueram. Até parecia que seu destino era empreender. E foi isso que ele fez: junto com o seu irmão Augusto e seu primo Dudu, abriu a Dobra, negócio sustentável e inovador.

Conhecida por seus produtos feitos com um material especial que parece papel mas não é, a Dobra utiliza o Tyvek, material 100% sintético feito de fibras de polietileno trançado de alta densidade e com 30% de material já reciclado, que é leve, durável e resistente à água e à abrasão.

A ideia surgiu em 2013, quando o pai de um amigo voltou de viagem e trouxe uma carteira de papel. “A gente tinha que fazer um produto para um trabalho da faculdade e curtimos a ideia. Identificamos a oportunidade, fizemos e deu super certo”, conta Guilherme.

Depois disso, Guilherme, Augusto e Dudu começaram a estudar sobre a viabilidade de transformar a ideia em um negócio. “A gente percebia que o negócio podia ser muito mais do que uma fonte de renda, poderia ser um vetor de mudança positiva na sociedade”, destacou. 

Para isso, ficaram dois anos e meio pesquisando sobre como imprimir nesse material, além de estudar temas como capitalismo consciente, nova economia, futuro do trabalho, economia colaborativa e revoluções digitais. 

Março de 2016 foi quando, finalmente, encontraram uma forma de imprimir e puderam tirar o projeto do papel e abrir a fábrica no município de Montenegro, Rio Grande do Sul. “Começamos online, então ficou mais fácil atingir pessoas com anúncios direcionados”, explicou.

Outros desafios, no entanto, surgiram: Como posicionar uma marca nova com credibilidade? Como lidar com o frete caro? Como reduzir o tempo de produção? Essas foram questões que, como muitos empreendedores, precisaram superar para continuar crescendo.

Guilherme conta que uma Agente Local de Inovação - programa do Sebrae que ajuda pequenas empresas a inovar - o procurou com uma oportunidade para implantar melhorias. Ele, claro, topou. “Aplicando as metodologias do Sebrae, reduzimos em 50% o prazo de produção dos nossos produtos e demos o pontapé inicial para repensar toda nossa lógica de operação”, comemora.

Hoje, a empresa tem mais de 400 mil produtos - como carteiras, bags, capas, nécessaires, luminárias personalizadas -, que são enviados para países como Portugal, Austrália e Nova Zelândia. “Automatizamos diversos processos e aumentamos nossa capacidade produtiva”, pontuou. 

Como a responsabilidade ambiental e a consciência sustentável faziam parte do DNA da Dobra, os empreendedores decidiram instalar placas solares no telhado da sede, fazendo com que 100% da energia consumida pela empresa seja gerada por ela mesma.

“Sustentabilidade é essencial para qualquer negócio que quer continuar vivo daqui pra frente.”

Para a Dobra, o lucro não é o objetivo do negócio, mas um meio. “Nossa inovação foi repensar todo um modelo de negócio. A produção é por demanda: produzimos porque vendeu, não para vender. Trabalhamos com gestão horizontal, não tem hierarquia imposta por cargos. Nosso CEO é o Batman, um pug que tem Instagram e um quadro na entrada da nossa sede”, afirmou. 

Não satisfeitos, os sócios desenvolveram não só um e-commerce, mas um ecossistema com diversas frentes. “Nosso molde fica aberto para qualquer pessoa se cadastrar, criar suas estampas e ter sua loja no site da Dobra, recebendo uma comissão sobre cada item vendido.” Já são mais de mil artistas cadastrados e mais de 2 mil estampas personalizadas.

Outra frente é a Cultura Dobra, um espaço que compartilha aprendizados e bastidores de negócios para ajudar empreendedores que estão começando. O programa de reciclagem, por sua vez, é uma iniciativa para diminuir o impacto ambiental do negócio. “Quem comprou um produto pode devolver e ganhar 20% de desconto para comprar um novo. Em vez de descartar esses produtos, fazemos um lote periódico de reciclagem”, informou.

Para o futuro, o trio está testando novas ideias. “Queremos ampliar nosso portfólio de produtos, com mais foco em itens de organização pessoal, como capas para kindle e notebooks. Pro braço de educação, vamos desenvolver mais cursos e mentorias. E temos também um bar para inaugurar, já até fizemos um evento de teste”, finalizou Guilherme.

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