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Alexandre Teixeira, autor do livro “Felicidade S.A.”, e Wellington Nogueira falam sobre empreendedorismo e propósito.

Sabemos que os empresários enfrentam muitos desafios na hora de empreender: burocracia, escolha e retenção de talentos, concorrência, necessidade de inovação... São tantos os impasses que, às vezes, fica difícil para o empreendedor pensar no propósito de seu negócio.
Mas saiba que ter consciência de aonde se quer chegar é fundamental para garantir o sucesso de uma empresa.
Em um interessante bate-papo, Alexandre Teixeira e Wellington Nogueira vão ajudar o empreendedor a descobrir como tornar a felicidade uma prioridade nos negócios. Os principais temas abordados são:
- O que dizem que é felicidade e propósito, e o que realmente é.
- Como a felicidade pode sair do discurso e se tornar prioridade em um negócio.
- Por onde começar a busca pessoal pelo propósito.
- Quem são os participantes da mentoria.
Doutores da Alegria
Wellington Nogueira começou a atuar em hospitais como palhaço, com Michael Christensen, fundador do Clown Care Unit, em Nova York. Juntos, os dois puderam ver um quadro de total tristeza e apreensão ser revertido para um de alegria.
Depois de uma apresentação, do lado de fora do quarto, ao som das risadas de uma criança e de sua família, Wellington falou para Michael: “Não acredito, isso é muito legal!”. Ele respondeu: “Isso é trabalho. Assim que trabalho deve ser.” Surgiu, então, a ideia da ONG Doutores da Alegria, que, há 25 anos leva alegria para crianças hospitalizadas de forma regular, por meio da arte do palhaço profissional.
Depois de muitos estudos sobre o tema, Wellington define alegria como a conexão com nossa potência: “Saúde não é ausência de doença, assim como alegria não é ausência de conflito. É, sim, nossa conexão com nossa potência para olhar o conflito, a doença ou o desafio nos olhos e falar ‘Vamos brincar? Vamos encarar?’”.
Desde criança, Wellington sempre associou trabalho a diversão. A primeira vez que perguntaram o que gostaria de ser quando crescesse, respondeu que queria ser sorveteiro porque ganharia dinheiro e poderia tomar todos os sorvetes que quisesse. Quando passou a se apaixonar pela leitura, seu sonho era ser jornaleiro para ler a maior quantidade possível de gibis.
Para ele, essa é a tendência mundial: não trabalhar mais para sobreviver, mas para transcender - o que só se faz com leveza. E uma vida com leveza, nós já sabemos, mas precisamos reforçar: começa por nós. “Entre um e dois, entre assim e assado, existem 800 mil tons de cinza. A gente pode investigar tudo, inclusive criar novas profissões e novos negócios”, explica.
Serenidade e liderança
Alexandre Teixeira, autor do livro “Felicidade S.A.” e moderador da conversa, traz uma analogia excelente: “Se, no caso de despressurização de uma cabine de avião, as instruções de emergência mandam colocar a máscara de oxigênio primeiro em você e depois ajudar o próximo, dentro da empresa a lógica é a mesma: cuide de seu estado de espírito, pois seu comportamento determina o que é esperado do resto dos funcionários”.
Tanto a rabugice quanto a alegria podem ser contagiantes, mas, quando a situação é de crise, a maior qualidade de um líder é a serenidade. E por que exercitar a serenidade? Porque uma vida sem conflito é irreal, e o que mais nos diferencia são nossas imperfeições e nossa capacidade de lidar com elas. Para Wellington, a felicidade é construída ao longo de uma vida, justamente pelos desafios vencidos.
Assista à mentoria sobre a relação entre felicidade, propósito e empreendedorismo.
Conteúdo feito em parceria com a Endeavor Brasil.
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