Confira o que o Sebrae do seu Estado tem para você.
O certame terá etapas estaduais e regionais ao longo de 2022, com a fase nacional em novembro, quando se comemora o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino
O Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, cuja última edição aconteceu em 2017, será realizado novamente em 2022, como parte da celebração dos 50 anos da instituição. O pré-lançamento da iniciativa se deu durante o evento Sebrae Delas 2022, no último 7 de março.
O objetivo prêmio é estimular o empreendedorismo feminino por meio do exemplo. Na edição de 2022, as participantes podem concorrer em três categorias: Microempreendedora Individual (MEI), Pequeno Negócio e Produtora Rural. A premiação terá etapas estaduais e regionais ao longo de 2022, com a fase nacional prevista para novembro, quando se comemora o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino.
O anúncio da retomada da premiação foi feito pelo diretor-técnico do Sebrae, Bruno Quick. De acordo com ele, inicia-se agora um novo ciclo da pauta do empreendedorismo feminino no Sebrae. “As empresas, no passado, eram voltadas para coisas. Agora são voltadas para pessoas. Isso muda tudo. Com as mulheres no comando é diferente, pois têm mais sensibilidade e senso de continuidade da vida. Isso faz delas especiais em um mundo que está buscando sustentabilidade”, frisou.
Empreendedorismo feminino
As conquistas das mulheres no mundo do empreendedorismo foram celebradas durante o evento Sebrae Delas 2022. O encontro, transmitido pelo canal do Sebrae no Youtube, marca o início das comemorações do Dia Internacional da Mulher e os resultados positivos do programa Sebrae Delas. Desde 2019, a ação do Sebrae já beneficiou mais de 50 mil empreendedoras com mais de 37 mil soluções em 18 estados brasileiros, entre cursos, mentorias e workshops direcionados para o público feminino.
Durante o encontro, o Sebrae compartilhou histórias de superação de mulheres empreendedoras de várias partes do Brasil. A programação também contou com a presença de mulheres de destaque como a empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho da Magazine Luiza e presidente do Grupo Mulheres do Brasil; a diretora-executiva da Mauricio de Sousa Produções (MSP), Mônica Sousa; a atriz, empresária e empreendedora social, Suzana Pires, fundadora do Instituto Dona de Si, entre outras.
Na abertura, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, ressaltou o papel da mulher como mãe, dona de casa e empresária. “É inegável o quanto a mulher se sente feliz em todos os papéis que desempenha. Quando ela traz para os negócios a harmonia e o equilíbrio natural da mulher, a transformação é muito grande”, declarou.
Nova secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques compartilhou as dificuldades que enfrentou como mulher durante a carreira e reforçou o empenho do governo federal para melhorar o ambiente de negócios no país. “Não adianta dar assistência se não der o caminho. Entre as inúmeras iniciativas que estamos promovendo, essa pauta do empreendedorismo feminino vem para o centro da política pública. Essa é uma oportunidade única e a força desse movimento está aqui”, enfatizou.
Histórias de superação
A programação do evento se dividiu em dois painéis, com a participação de convidadas especiais. O primeiro bate-papo começou com uma homenagem à empresária sergipana Rafaela Viana, que participou do Sebrae Delas. Com uma trajetória vitoriosa como ex-servente, ela estudou engenheira civil e comanda a empresa Mulheres de Obra em Aracaju (SE).
Incomodada por ver poucas mulheres no canteiro de obras, Rafaela decidiu abrir uma empresa 100% feminina para atuar no ramo da construção civil, com serviços de manutenção predial em obras de grande e médio porte. “Já abri como microempresa porque meu propósito não era ter apenas uma funcionária, mas ter 30, 40, 50 mulheres. Ver meu empreendimento crescer é uma das maiores realizações da minha vida”, declarou.
Outra convidada do painel, a empresária Luiza Helena Trajano aproveitou o encontro para compartilhar sua história como empreendedora. Bem-humorada, Luiza deu dicas de como não ter medo do erro, buscar apoio em redes de mulheres e levar a vida com mais leveza. “Empreender é difícil, mas se é a profissão que você escolheu, então se capacite, procure o Sebrae. O importante é fazer acontecer, se errar, redirecione a rota e, se acertar, multiplique. Quanto mais você compartilhar, mais feliz você será”, recomendou.
A diretora-executiva da Mauricio de Sousa Produções (MSP), Mônica Sousa, parceira do Sebrae no projeto Donas da Rua do Empreendedorismo, também partilhou suas experiências – desde o primeiro trabalho, aos 18 anos, como vendedora da lojinha da Turma da Mônica, até chegar ao cargo que ocupa hoje. “Acho muito importante não termos vergonha de sermos mulheres e de ouvir o nosso instinto feminino, que antigamente não era nem falado.”
O segundo painel do dia foi marcado pela presença da cofundadora do Grupo Sabin, Janete Vaz, que orientou como as mulheres podem ter sucesso como donas de negócios. “Primeiro, é ter foco naquilo que você sonha e saber identificar quais são suas prioridades no dia a dia. Também é preciso se comunicar muito bem e fazer o seu networking, sem ter vergonha de pedir ajuda”, aconselhou.
A presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) da CACB, Ana Cláudia Badra, uma das convidadas, aproveitou a ocasião para apresentar o trabalho desenvolvido no país. “A mulher fortalecida, qualificada e capacitada é capaz de chegar em qualquer lugar e sair de qualquer situação”, pontuou. Durante a pandemia, a CMEC criou um programa de crédito, com diversos parceiros, especialmente para mulheres.
Sobre o Sebrae 50+50
Em 2022, o Sebrae celebra 50 anos de existência, com atividades em torno do tema "Construir o futuro é fazer história". Denominado Projeto Sebrae 50+50, a iniciativa enfatiza os três pilares de atuação da instituição: promover a cultura empreendedora, aprimorar a gestão empresarial e desenvolver um ambiente de negócios saudável e inovador para os pequenos negócios no Brasil. Passado, presente e futuro estão em foco, mostrando a evolução desde a fundação em 1972 até os dias de hoje, com um olhar também para os novos desafios que virão para o empreendedorismo no país.
Para saber mais:
Prêmio Sebrae Mulher de Negócios
Empreendedorismo Feminino – Sebrae Delas 2022
Evento do Sebrae Delas 2022 no Youtube
Websérie Sebrae DelasDonas da Rua Empreendedorismo – Sebrae e Turma da Mônica
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Abrir uma startup dá trabalho e muitos empreendedores não veem a hora de conquistar um aporte para poder expandir seus negócios. Mas, investimentos são baseados em critérios como confiança, retorno sobre o capital e o encaixe entre as estratégias do fundo e da empresa investida. Por isso, um investimento em early-stage (fase inicial) pode demorar mais do que você pensa. Cada investidor tem um timing próprio e um processo de avaliação diferente. No Brasil, existem quatro tipos mais comuns de investidores:1. Angels que atuam individualmente Também conhecidos como “investidores-anjo”, se tiverem boas referências do empreendedor e do projeto, podem levar de 2 a 8 semanas para investirem uma média de R$ 100 mil (ou até mais que isso, em alguns casos).2. Grupos de Angels Grupos de angels atuando em conjunto costumam avaliar projetos em fóruns semestrais. Aproveitando a janela de oportunidade e sendo aprovado para os fóruns na hora certa, você pode conseguir de R$ 200 mil a R$ 500 mil em até 3 meses.3. Fundos de capital semente com recursos privados (como a Astella ou Monashees): Os fundos com recursos privados geralmente definem suas próprias regras porque tem mais flexibilidade para negociar acordos junto aos seus diversos investidores. Alguns deles podem avaliar sua empresa, sumir por um tempo e reaparecer com uma proposta. Outros podem ajudá-lo a melhorar a empresa informalmente e, ao final de vários meses de interação constante, fazerem uma proposta formal de investimento para fechá-la em poucos dias. Fundos como esses tendem a fazer um primeiro aporte de R$ 200 mil a R$ 1 milhão em um período entre 3 a 6 meses para projetos realmente atrativos.4. Fundos de capital semente com capital público em sua composição (como a Confrapar e alguns fundos da FIR Capital) Nesse caso, os fundos têm regras específicas e investidores institucionais, aumentando a formalidade do processo de avaliação. Por isso, podem levar de 3 a 6 meses somente para avaliar se a empresa está apta a receber um investimento de entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. Na média, projetos maduros recebem R$ 2 milhões em até 6 meses, contando 3 meses para avaliação e 3 meses migrando a empresa para a nova estrutura de capital. Como organizar seu contato com investidores Interagir com o tipo certo de investidor é importante porque traz conselhos relevantes e ajuda a medir a atratividade do seu projeto. Mesmo assim, essa prática deve ser muito bem gerenciada: o empreendedor não pode ficar muito tempo sem obter feedback, mas também não pode gastar tempo demais atendendo às demandas dos investidores. Também é importante ressaltar que a pior hora para conseguir investimentos é quando o dinheiro acaba, a ponto do projeto congelar ou mesmo morrer. Planeje-se para engrenar sua startup antes dessa hora chegar ou gerencie seu contato com os investidores certos para acioná-los na hora certa. Autor convidado: Yuri Gitahy, fundador da Aceleradora.