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Sun May 21 20:43:19 BRT 2023
Empreendedorismo | EMPREENDEDOR
Meu MEI é um sucesso – Joy Laços

Joyce da Silva faz laços personalizados. Ela é a personagem deste artigo da Série “Meu MEI é um Sucesso”. Vamos conhecer um pouco da sua trajetória.

· 18/05/2023 · Atualizado em 21/05/2023
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Joyce da Silva Gonçalves Souza tem 30 anos e mora em Itaquaquecetuba, na grande São Paulo. Em 2019, ela precisou deixar o emprego com carteira assinada para cuidar dos filhos.

Como ficou sem renda, teve que encontrar uma forma de trabalhar para conseguir algum dinheiro. E ela inovou muito começando a personalizar laços para cabelos. Ela é a dona da Joy Laços e vai nos contar um pouco da sua história. Vamos acompanhar.

 “Meu nome é Joyce da Silva Gonçalves Souza, tenho 30 anos e sou artesã. No ano de 2019, eu trabalhava, né, eu sou formada, porém eu tive um imprevisto, que a moça que cuidava dos meus filhos, aconteceu dela vir a bater neles e, então, do dia para noite, minha vida mudou completamente. Precisei sair da empresa e comecei a fazer laços, né, me reinventando para poder estar em tempo integral com os meus filhos e evitar que eles passassem por essa situação novamente. O início foi bem complicado porque eu havia acabado de me mudar para um bairro novo, então eu não conhecia ninguém, estava naquela rotina ainda de sair cedo e voltar à noite do trabalho. Então, precisei... comecei a ir para a porta da escola, com uma caixa plástica e os laços. Não conhecia nenhuma mãe, mas aí eu ia conversar: Oi, você tem menina? Eu trabalho com laços. Você não quer dar uma olhada? E aí foi crescendo, uma foi divulgando para a outra”.

“Na realidade, eu sempre fui daquelas de fazer tudo, curiosa, então, em casa sempre: precisava aplicar um tecido na parede, queria fazer um item de decoração, então, sempre foi assim que precisando customizar um sapato uma roupa, e aí, quando a minha filha nasceu, eu fiz vários lacinhos para ela. Eu mesma fiz, minha tia me deu uns retalhos de tecido e eu fiz, mas assim, tava tão focada em fazer uma faculdade, em trabalhar para fora, que eu nunca dei tanta ênfase para isso, mas sempre teve, ali, o artesanato’.

“Por que laços? Eu sempre comprei... depois que eu tive a Rebeca, eu comprava e teve um fato especial, que eu precisava ir num casamento e eu fui buscar um laço muito longe, porque eu não achava, onde eu morava não tinha. E aí, com o tempo passou, aconteceram, né, os fatos e, quando eu comecei a fazer lá no meu pensamento, era: eu quero ser diferente, eu quero entregar para o mercado algo que não tenha. Porque se a mãe quer um lacinho simples, ela vai ali e compra. Agora, se ela quer personalizado de acordo com a roupa, com as características da filha dela, com um olho verde, cabelo clarinho, ou moreninha do cabelo cacheado, eu vou ter esse produto para ela, então, quando eu comecei a fazer laço, eu entendi que eu precisava trazer algo diferente, então como eu posso dizer? Ser um produto que é escasso, esse artesanato, este manual, foi aonde eu resolvi falar: É aqui mesmo que eu vou entrar”.

“Deus colocou uma amiga, assim, muito especial na minha vida, que ela me ensinou todos os caminhos das pedras, me levou em fornecedores. Nós nos encontramos dentro de uma loja, ela me viu. Eu tava pegando várias fitas, assim, e ela falou, não, vamos ali, que eu vou te levar. E me levou, tanto na região da 25, quanto do Brás. Meu, foi uma enviada de Deus. E aí, eu conheci os fornecedores que era uma das dificuldades que eu tinha, porque o meu custo acabava que era muito alto e também a questão das crianças, porque como eu não tinha com quem deixá-los, eles em tempo integral, precisavam estar comigo e no dia que eu ia fazer compra. A escola é meio período, então, eles não iam à escola e iam entre chuva e sol. Estavam comigo no trem lotado, no ônibus, mas, assim, foram coisas que nós fomos superando e eu tenho certeza que vai ser um aprendizado para a vida deles também”.

“Na Joy Laços, você encontra tiaras personalizadas, laços temáticos, ou seja, para qualquer ocasião, combinando com a roupa ou com o tema da festa ou até mesmo com as características da princesa, né. Tem, também, faixas baby, bolsas, perfumes, unhas postiças, colares, pulseiras, e porta laços. Temos, também, chapéus personalizados, viseiras para praia, bonés... É possível fazer um laço customizado, caso a mãe queira um laço com o nome ou com as características da princesa, dá para fazer também. Nós temos uma produção própria de biscuit, onde é possível realizar a bonequinha com as características da princesa, ou seja, seja ela japonesinha com os olhinhos puxados, ou moreninha com os cabelos enrolados, nós fazemos as bonequinhas personalizadas de acordo com as características das princesas”.

“Eu fiz um treinamento pelo Sebrae do SuperMEI, já participei de algumas palestras também e cursos em lojas onde eu compro os materiais. A razão de eu me formalizar, eu tinha uma insegurança muito grande, eu tinha acabado de sair do regime CLT na empresa e o empreendedor, ele fica com medo de ser autônomo por não ter nenhum respaldo e o MEI me deu essa segurança. E, também, a questão de crédito de conseguir comprar, né, em atacado utilizando o CNPJ porque você está formalizado mostrando para o mercado que você produz aquilo, você consegue alcançar fornecedores que, com CPF, você não consegue atingir”.

“A parte da produção dos laços em si, eu produzo e eu tenho os meus dois ajudantes que são os meus filhos, Davi e Rebeca que, literalmente, eles produzem, sim, os laços, eles me ajudam demais, eles que me ajudam e me auxiliam na parte do corte, na parte de separação das cores. E aí, também na parte dos pedidos, e aí eu faço toda a produção e eles embalam em cartela os laços. E aí eu tenho uma pessoa que me auxilia, né, que ela faz a parte de produção, eu tenho uma pessoa que ela produz todos os biscuit para mim. Não é nada terceirizado, nós produzimos tanto os biscuit quanto os laços, tiaras e, logo mais, nós teremos uma produção para fazer algumas peças de roupas, iniciando ali por calcinhas e body, que são peças um pouco mais simples para a gente sentir como que vai ser o mercado, e aí, depois nós já visamos fazer vestidos e peças para meninas”.

“Na realidade não foi o porquê e sim, por quem. Foi pelos meus filhos, para estar mais junto deles e evitar que novos episódios aconteçam, né, eu resolvi abrir uma loja móvel, porque uma loja fixa, num ponto, eu precisaria estar lá integralmente das nove às 18 horas. E eu não queria, e aí a história poderia ser repetida, eu teria que deixar eles com alguém e aí podia acontecer de alguém judiar dos meus filhos novamente. Então, a loja móvel me possibilita estar tanto integralmente no meu trabalho, quanto como mãe com os meus filhos. E também a questão de abranger um maior público, porque devido ela ser móvel, eu consigo ter uma rotatividade de cliente maior, então mais pessoas me conhecem, eu consigo estar em vários lugares. E com isso, as vendas aumentam, né? Ele é um mercado promissor e pouco explora um produto de qualidade personalizado que você não encontra em qualquer loja”.

“Uma das vantagens de se vender no atacado é que você consegue divulgar a sua marca através das outras lojas. Na nossa política de vendas, a compra em atacado, todos os nossos produtos vão com a nossa etiqueta. Não tem contatos, mas tem o nosso nome. Assim como as grandes marcas são conhecidas, quando a criança, ela apenas olha ali para o McDonald's, ela já identifica que ali tem um produto que ela deseja, que ela gosta. Ter o meu nome percorrendo nas lojas, os clientes familiarizando com a minha logomarca, e, isso torna mais visível, né, e é fácil a identificação do meu produto lá na frente”.

“O grande diferencial da Joy Laços é a qualidade dos produtos e personalização dos mesmos. Nós trabalhamos com produtos 100% personalizados, 100% fabricação própria, onde a mãe pode entrar aqui na nossa loja e escolher um modelo de laço que cabe perfeitamente na filha dela. Tanto sendo ela bebê usando faixinhas, ou presilhas, ou maiorzinha usando tiaras e parte da personalização que ela tem a grande vantagem de ter um produto com as características da filha dela”.

“Meu público é formado por mulheres Mães de meninas e ela chega até nós através de indicações das nossas clientes que já compram e também por meios de marketing digital que nós fazemos nas redes sociais. Eu utilizo o Instagram como um meio de comunicação com as minhas clientes, aonde eu mostro para elas a rotina de produção, os produtos, onde elas interagem muito comigo referente à compra de mercadorias. Tudo que eu vou comprar, sempre coloco uma caixinha de perguntas para interação, para saber os gostos e preferências delas. Através dele, e aí, eu consigo, aí, através de anúncios, eu consigo alcançar mais clientes”.

“Para o futuro da Joy Laços, nós nos enxergamos sendo o maior distribuidor de laços personalizados do Brasil. Ou da América Latina. Ou do mundo. Se eu pudesse dar uma dica para quem quer abrir o seu próprio negócio, eu inicio dizendo para superar os seus medos, porque quando você chega lá na frente, vai com medo mesmo, passando por cima de todos os seus medos e superando, né, as suas dificuldades, as suas restrições, que você olha, chega lá e olha para trás, e verifica que você realmente foi forte. Que você conseguiu passar por cima daqueles obstáculos, que te fez forte e todos esses obstáculos que eu passei, me tornaram uma pessoa mais forte e mais confiante.  Então vai com medo mesmo, começa a iniciar, apenas comece com os recursos que você tem, com poucos mesmo, faça o seu melhor, faça algo que o cliente olha e fala: é incrível, ninguém faz como você faz, é um produto personalizado, é um produto diferente, e lembre-se que o valor do seu produto não tá no preço. Muitos empreendedores, principalmente nós artesãos, ficamos limitados aos preços. Eu tenho, né amigas e amigos artesãos que eles se limitam ao preço. Mas quando nós entregamos um produto diferente, um produto personalizado, que tem um acabamento diferenciado, o cliente, ele não se importa de pagar, porque ele sabe a qualidade que ele tá recebendo naquele produto”.

“A parte financeira, né, foi uma das dificuldades, não conhecer ninguém num bairro aonde você chegou pouquíssimo tempo também, e os fornecedores. Porque você vai comprar, por mais que você compre na região, ali, da 25 de março, tudo ali naquele centro, você compra, mas você ainda compra com preço caro”.

“O curso que eu fiz do Super MEI pelo Sebrae, ele me ajudou muito nessa parte administrativa, onde eu pude compreender mais sobre o fluxo de administração de caixa, dos recursos, entradas e saídas, estoque, por ele ser um curso muito prático, ali aonde o professor trouxe para nós, né, o palestrante trouxe para nós rotinas, ali do dia a dia, que nós iríamos enfrentar durante a nossa rotina de trabalho, então ele veio agregar muito valor porque foram de suma importância as dicas e eu peguei tudo para aplicar no meu negócio”.

Depois de acompanharmos os depoimentos da Joyce, que lições podemos tirar? O que podemos aprender com a trajetória dela?

Como pudemos ver, a necessidade de ter uma renda fez com que a Joyce inovasse com uma atividade pouco comum no Brasil. Vender laços para cabelo de meninas.  Bastante comum aqui é o caso, a situação dela, a forma como ela teve que se virar para dar o sustento da família.

Vemos, todos os dias, empreendedores - especialmente mulheres que precisam -cuidar de seus filhos e, ao mesmo tempo, conseguir ter renda para se sustentar. E a Joyce se mostra uma guerreira, “uma leoa defendendo sua prole”, ao deixar o seu emprego para cuidar dos filhos.

E, principalmente, analisando a situação em que tudo ocorreu. Trabalhando o dia inteiro em uma empresa com um emprego formal, carteira assinada, tudo tranquilo. E, de repente, tudo vira de cabeça para baixo: os filhos sendo maltratados, sofrendo violência, ela precisa deixar este emprego para cuidar dos filhos.

Morando em um bairro em que ainda não conhecia ninguém, encontrou uma solução. O espírito empreendedor falou mais alto e a necessidade de fazer algo abriu o caminho para ela.

Fazia os laços e ia para frente da escola, onde não conhecia ninguém, oferecer seus produtos. E assim, começou a sua trajetória de empreendedorismo.

Ir em busca dos conhecimentos, buscar a formação nas áreas em que tem dificuldade. A Joyce cita a parte financeira como uma de suas maiores dificuldades. E lembra do curso Super MEI que fez no Sebrae para aprender nas áreas administrativa e financeira que considerava seu maior desafio.

Entender a necessidade de se fazer um bom controle de pagamentos, receitas, fluxo de caixa, separação das finanças empresa e pessoa física. Precificar corretamente os seus produtos, e neste item, ela destaca saber valorizar o seu produto, ter um diferencial, um ponto que você consiga agregar valor e saber o que isto representa para o cliente que terá um produto especial personalizado e com um valor agregado importante que pode representar muito lucro para quem está vendendo este produto. 

A ciência da necessidade de estar legalizada, se formalizar como MEI, podendo comprar por valor inferior ao que pagaria se usasse seu CPF.
E quem está formalizado, legalmente instalado, pode usufruir de muitas vantagens.

Poder vender para empresas, poder mostrar o seu cartão de visitas com um CNPJ e endereço. Isso transmite responsabilidade, profissionalismo e gera credibilidade diante dos clientes.

Poder emitir notas fiscais e ter conta em nome da empresa é importantíssimo para muitos MEIs neste período da pandemia. Ter o seu direito previdenciário segurado no momento em que precisar se ausentar do trabalho por qualquer problema de saúde.

Além disso, tem diversas outras vantagens ao se formalizar. O poder público de uma maneira geral, tanto federal quanto estadual e municipal, tem privilegiado muito os micro e pequenos empreendedores formalizados.

Hoje você, como MEI, tem à disposição empréstimos e financiamentos com condições bem mais favoráveis. Pode ter conta bancária, pessoa jurídica, maquininha de cartão, acesso a linhas de crédito de uma maneira geral em condições muito favoráveis.

Você pode, inclusive, comprar um veículo com descontos muito interessantíssimos, e até mesmo fazer um plano de saúde com valor menor do que se fosse como pessoa física. São muitas vantagens por um custo bem baixo.

A Joyce diz que a principal ferramenta de marketing, de divulgação e mesmo de efetivação de negócios é por meio das redes sociais. No caso dela, principalmente o Instagram. Atualmente, quem não se atentar para esse detalhe da importância das redes sociais, dificilmente alcançará êxito nos negócios.

Já existiam há muito tempo, mas com a pandemia, aflorou a percepção da facilidade que o on-line  proporcionam. As pessoas querem comprar e receber os seus produtos em casa sem nenhum incômodo de ter que sair, pegar trânsito, perder tempo.

E o delivery que se iniciou praticamente só atendendo o ramo de alimentação, atualmente temos delivery de tudo: Farmácia, supermercado, pet shop, açougue. Na prática, não tem limites. 

A Joyce sabe bem onde quer chegar, fala claramente que percebe “a Joy Laços sendo o maior distribuidor de laços personalizados do Brasil. Ou da América Latina. Ou do mundo”. Muita pretensão? Podemos deduzir que não. Com planejamento, organização, vontade e persistência, pode sim conseguir realizar este desejo.  

E a dica final da Joyce, é uma demonstração da história dela. Supere seus medos, não desista, não tenha medo de começar, comece com o que você tem, com os poucos recursos disponíveis que, aos poucos, as coisas vão se ajeitando e você chega lá aonde quer.

Não espere o “momento perfeito” para iniciar o seu empreendimento, porque talvez, esse momento nunca chegue e você não vai conseguir realizar o sonho do seu próprio negócio.

O Sebrae está sempre disponível para ajudar o MEI e os micro e pequenos empreendedores em geral em todas essas etapas, para realizarem o seu sonho ou suprirem a sua necessidade de empreender com consultorias e cursos on-line ou presenciais, muitos deles de forma gratuita.

O empreendedor pode esclarecer dúvidas, buscar ideias e se qualificar em qualquer área que precise procurar cursos e consultorias do Sebrae. É só acessar www.sebrae.com.br, ou ligar para a Central de Atendimento do Sebrae 0800 5700800, que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Para saber mais:

Portal do Sebrae:  Cursos gratuitos on-line

O que você precisa saber antes de virar MEI

Portal do Empreendedor: Verifique se você atende as condições para ser MEI

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