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Empreendedorismo | ATITUDE EMPREENDEDORA
O futuro do mercado de trabalho na era robótica

Entenda como as novas tecnologias mudam o cenário de trabalho e saiba quais competências e habilidades são necessárias para esse mercado.

· 11/12/2017 · Atualizado em 28/09/2022
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Nós estamos vivendo uma transformação radical no modo como trabalhamos. Automação e máquinas pensantes já estão substituindo postos de trabalho e mudando as habilidades buscadas pelas empresas para seus colaboradores.

O cenário atual

Um exemplo do mercado atual são os engenheiros ambientais que trabalham com a análise do desmatamento no Brasil. Antes, era comum que as análises fossem feitas manualmente por várias pessoas, o que demandava muito tempo, esforço e atenção. Hoje, um programa automático realiza essa tarefa.

Outro exemplo são os caixas de supermercado. Muitos estabelecimentos na Europa, por exemplo, contam com caixas automáticos, de modo que somente uma parte seja operada por seres humanos.

Além disso, como os carros autônomos também já são uma realidade, os motoristas precisam estar atentos a essa realidade. Uber, Google e Tesla estão investindo pesadamente nessa tecnologia, que já está em fase de testes.

Apenas hoje, no Brasil, há mais de 500 mil motoristas. Esse número cresce bastante se somado aos motoristas de táxi, de caminhões, de empresas e particulares.

Claro que existem várias discussões éticas acerca da legalização dos carros autônomos, mas a disrupção é intransigente. Muitas vezes, barreiras legais são quebradas para que depois as leis se adaptem a elas.

O que esperar do futuro

O que vai acontecer quando não tivermos mais que dirigir carros, operar caixas, recepcionar pessoas em hotéis e diagnosticarmos doenças?

No Japão, já existem hotéis cujos recepcionistas são robôs. Funções como limpador da vidraça e cortador de grama também já foram foram automatizadas. Percebe-se, então, que robôs podem substituir até 90% das tarefas desempenhadas pelos humanos.

Atualmente, não é possível sentar e esperar que os eventos se desenrolem. Para estarmos preparados para o futuro, precisamos entender o que está acontecendo agora.

A Quarta Revolução Industrial tem uma parte controversa, já que pode acabar com cinco milhões de vagas de trabalho nos 15 países mais industrializados do mundo. Assim, o processo de transformação só beneficiará quem for capaz de inovar e se adaptar.

Quem vai sobreviver?

Sobreviverá quem tiver mais facilidade para se adaptar. Segundo Darwin, o pai da Teoria da Evolução, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

Vale dizer que não só os empregos braçais e repetitivos estão em risco. Em Wall Street e no Vale do Silício, enormes ganhos na qualidade da análise decorrem de decisões feitas por meio de inteligência artificial. Nesse sentido, até mesmo pessoas mais inteligentes e bem remuneradas serão afetadas pela Quarta Revolução Industrial.

Automação

A Universidade de Oxford fez um estudo sobre as probabilidades de automação das profissões. No estudo, é possível entender o cenário e o futuro de profissões como caixa, motorista e contador. O site está em inglês, mas é possível usar ferramentas de tradução para compreendê-lo.

É exatamente devido à automação dos trabalhos e à substituição de seres humanos por robôs e por inteligência artificial que empresários como Mark Zuckerberg e Bill Gates falam sobre a necessidade de uma renda básica universal.

Em 2017, no discurso de uma formatura da Universidade de Harvard, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, não falou sobre redes sociais ou empreendedorismo digital. O tema de seu discurso foi “a criação de propósito”. Ele defendeu que os governos garantam uma renda mínima a seus cidadãos, independentemente de sua classe socioeconômica, para que todos tenham o básico e possam desenvolver suas ideias.

É importante entender que essa visão de futuro também deve ser perseguida pelos pequenos negócios, já que novos tipos de empregos e maneiras diferentes de empreender vão surgir na era robótica.

Em poucos anos, uma parte das competências consideradas importantes na força de trabalho tenderá a mudar. A Quarta Revolução Industrial, ligada às tecnologias disruptivas, como inteligência artificial, machine learning, robótica, nanotecnologia e outras, vai mudar os modelos de negócios e os mercados de trabalho.

Sendo assim, quais habilidades serão necessárias no futuro?

Alguns trabalhos vão desaparecer e outros, que nem sequer existiam, vão se tornar comuns. O certo é que a futura força de trabalho precisará desenvolver outras habilidades para se manter no mercado.

É importante dizer que, por tudo estar acontecendo em alta velocidade, fica difícil prever quais serão as necessidades do mercado no futuro. Há 20 anos, por exemplo, não imaginaríamos profissões como especialista em redes sociais, youtuber, blogger e influenciador digital.

 O caminho para trilhar

Ao mesmo tempo que temos essa perspectiva não muito animadora, a Quarta Revolução tem o potencial de melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas. Isso porque ela pode proporcionar melhores diagnósticos na medicina, substituir pessoas na realização de trabalhos desagradáveis, proporcionar análises que podem nos ajudar a cuidar melhor do meio ambiente, entre outros benefícios.

Se começarmos a tomar providências agora para mudar a natureza do trabalho, podemos não somente criar locais em que as pessoas amem trabalhar, mas também desenvolver inovações para repor os milhões de empregos que serão substituídos pela tecnologia.

A indicação das “Top 10 habilidades” do relatório do Fórum Econômico Mundial pode dar uma dica do futuro. Com base no documento, percebe-se a criação de empregos menos centrados nas tarefas que uma pessoa executa e mais focados nas habilidades que ela traz para o trabalho.

Robôs são ótimos em tarefas repetitivas e restritas, mas os humanos têm uma capacidade incrível de usar a criatividade para a resolução de problemas complexos e inéditos.

Nenhuma exploração sobre o futuro do trabalho será conclusiva, mas a realidade mostrada é cada vez mais real. Fica, portanto, a reflexão sobre como é possível atuar como protagonistas nessa revolução que já está acontecendo.


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