A tecnologia blockchain facilita processos de compra e venda internacionais, a logística aduaneira, as transações financeiras e até os contratos entre as partes
Os avanços tecnológicos chegaram para ficar, isso ganhou status de verdade absoluta, da mesma maneira que elas são criadas para auxiliar a vida e as relações dos seres humanos.
Isso tudo fica muito claro quando pensamos nas facilidades de comunicação que a internet nos propiciou, mas ela também está por trás de métodos de segurança de transações comerciais e bancárias.
E é neste cenário que se apresenta o blockchain, uma tecnologia criada para garantir segurança nas transações bancárias, em contratos e até em processos de importação e exportação presentes no comércio exterior.
Esta tecnologia, que emprega um avançado e complexo método de criptografia (código que torna as informações indecifráveis para terceiros), é cada vez mais utilizada porque garante segurança e autenticidade nas transações, mesmo internacionais, reduzindo a burocracia.
E, num mundo globalizado como o de hoje, comprar e vender de países do outro lado do mundo deixou de ser um desafio e virou uma oportunidade, ou, mais que isso, uma necessidade.
E a tecnologia democratizou os negócios, ou seja, tem lugar para as MPEs (micro e pequenas empresas) neste mundo sem fronteiras. Então, que tal entrar de cabeça nesta oportunidade de aumentar seus negócios de um modo mais seguro e com menos papelada?
Entendendo a tecnologia
Mas, afinal, o que é blockchain? É uma tecnologia que permite transações financeiras de moedas virtuais, as chamadas criptomoedas, de forma bastante segura.
Para tornar mais fácil a compreensão, vamos pensar em uma transação que seria feita em algum metal precioso, como ouro.
Um vendedor aguarda um pagamento de uma determinada transação em uma barra, em um formato que precisa encaixar exatamente em um molde que só ele tem, para garantir que o pagamento seja no valor combinado.
As transações em blockchain são parecidas. Porém, no mundo virtual, este “encaixe” é garantido por meio de uma criptografia que une os blocos (blocks) de ponta a ponta, como se estivessem ligados por correntes (chains, em inglês).
A tecnologia blockchain, criada em 2008 inicialmente para validar transações de bitcoins, demonstrou-se muito útil e segura para validar transferência de moedas de forma descentralizada e independente e, depois, de outros tipos de informações que necessitem de validação de órgãos públicos, como documentos e contratos a títulos de propriedades e comércio exterior.
Contratos sem burocracia
Esta tecnologia permitiu o surgimento dos contratos inteligentes, ou smart contracts, que são documentos gerados digitalmente e validados por meio da blockchain, cujo código de criptografia (chamado de hash) cada uma das partes tem.
Devido ao alto nível de segurança e à redução de burocracia, eles vêm sendo cada vez mais adotados nos meios jurídicos e no comércio exterior.
Ao aumentar a segurança e reduzir a papelada, os smart contracts da tecnologia blockchain estão promovendo uma revolução no comércio exterior em relação à logística, transações financeiras, contratos de seguros e várias outras coisas.
O Brasil, aliás, é o segundo país mais ativo em transações de criptomoedas, atrás apenas da Turquia e à frente de grandes potências econômicas e tecnológicas, como os Estados Unidos e o Japão, de acordo com levantamento da alemã Statisa, especializada em dados de mercados e consumidores.
Aproveite para vender para o exterior
A tecnologia blockchain está cada vez mais presente em setores como logística internacional, na compra e venda de commodities agrícolas e nas transações financeiras e cambiais, por exemplo.
Também é cada vez mais integrada às operações aduaneiras, o que implica em mais rapidez, menos custos e menos burocracia em liberações alfandegárias.
Essas tecnologias também são vantajosas para as pequenas e médias empresas, que têm pequenas equipes de colaboradores e podem ter ganho de produtividade e redução de custos ao adotar métodos criptografados de transações.
No Brasil, um decreto assinado pelo então presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2020, regulamentou o uso de blockchain no comércio exterior brasileiro, “no que se refere à fatura comercial sobre formas de assinatura mecânica ou eletrônica, permitida a confirmação de autoria e autenticidade do documento..." - Decreto 10.550/2020.
Então, que tal pensar em expandir seus horizontes de negócios de um modo menos burocrático com a ajuda dos blockchains? Você pode aprender ainda mais sobre o assunto no e-book A tecnologia blockchain e suas possíveis aplicações no comércio exterior, produzido pelo Sebrae em parceria com a CNI.
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