Isabela e Gabriela, de Brasília, levam diversão aos seus clientes alugando jogos de tabuleiro.
Isabela e Gabriela, de Brasília, levam diversão aos seus clientes alugando jogos de tabuleiro. Elas são as personagens deste artigo da série “Meu MEI é um Sucesso”.
As irmãs, Isabela e Gabriela Peixoto, da cidade de Santos/SP, uma administradora com especialização em marketing e a outra pedagoga, enxergaram durante a pandemia a oportunidade de uma renda extra.
A ideia é inovadora, já que as pessoas tinham que cumprir o isolamento e distanciamento social e, com isso, ficavam muito tempo dentro de casa. Elas se uniram, formalizaram uma empresa e resolveram levar diversão aos seus clientes, alugando jogos de tabuleiro.
Vamos conhecer um pouco como a Gabriela conta a trajetória do empreendimento delas.
“Meu nome é Gabriela Peixoto, sou administradora, sou formada em administração com ênfase em marketing. Eu comecei a empreender quando eu tinha 25 anos, na verdade a 13ª Rodada tem dois anos, já. A gente começou a empreender durante a pandemia."
"Então, foi bem no início da pandemia quando a gente viu que era importante, que na verdade, a gente queria ter mais jogos. Essa foi a ideia de empreender. Foi aí que eu comecei a empreender. Nós somos duas irmãs, eu e a Isabela. Ela é pedagoga e eu sou administradora. Então, juntas, a gente decidiu em casa, a gente decidiu criar a 13ª Rodada. A Isabela com a pedagogia, com a ideia dela das crianças, ela entende um pouco dessa coisa lúdica da questão da pedagogia com o jogo, e eu, com a questão da administração, na faculdade eu estudei como fazer um plano de negócio, então eu sabia mais ou menos como montar uma empresa".
"E aí, a gente usou esses dois pontos para criar a décima terceira rodada. A Isabela veio com a parte de saber quais jogos a gente ia comprar para atingir o público infantil e eu para organizar a casa, e saber como é que a gente ia montar a empresa, e tudo mais a gente não transitou. Então hoje, a gente ainda continua nos nossos empregos, então a Isabela continua sendo pedagoga e eu continuo sendo administradora. A gente tem ainda os seus próprios empregos, mas a gente leva isso como um trabalho a mais, como hoje no Brasil a gente precisa, né, ter um trabalho a mais. Então, esse é o nosso trabalho a mais e, graças a Deus, é uma coisa que a gente ama".
“Eu fui fazer um intercâmbio no Canadá e, lá, um dos lugares que eu conheci, era uma cafeteria que tinha os jogos de tabuleiro para alugar. Na verdade, eles alugavam e tinham espaço para você ficar lá e jogar. Então, você pagava dez dólares e você entrava e jogava com seus amigos. Cada um pagava a taxa e podia ficar lá e jogar quanto tempo queria. E aí quando eu voltei, eu falei: Cara, eu queria muito que isso tivesse no Brasil, queria ter isso no Brasil. E a ideia era um dia eu montar minha própria cafeteria e ter meus próprios jogos de tabuleiro. Aí, a gente pensou em fases: como é que eu poderia alcançar isso, o plano era ter meus jogos em casa. Só que aí, veio a pandemia. Não dava para ter um espaço físico, não dava para abrir um lugar. Então, pensei: por que a gente não compra os jogos, têm eles em casa e aluga para as pessoas? Começou com o Home Club. A gente tinha um Home Club e o perfil em casa e a gente queria ter mais jogos. Como é que a gente faz para comprar mais jogos? Vamos alugar os jogos e aí alugando a gente mais e foi sempre assim. O valor que a gente ganhava, a gente investia em novos jogos. A gente tem esse acervo de 45 jogos, 50 jogos que a gente pode ter o nosso acesso. Então, esse hoje é o nosso lucro”.
“A ideia de ter um café, um local físico também, veio porque né, nossos pais são separados, e quando a gente era mais novo, meu pai vinha para Santos e a gente não tinha o que fazer. A gente ia para o shopping e aí chegava no shopping, o que fazer? Não tem nada para fazer. A gente almoçava, meu pai via o horário e falava 'ah, tenho que ir para casa, porque não tem mais o que a gente fazer aqui'. Então, a ideia era também ter um lugar para as pessoas passarem tempo de qualidade, sabe, juntas, darem risadas. Porque, muitas vezes hoje, a gente vai para o bar e fica mexendo no celular, ou vai para o restaurante e fica mexendo no celular.
"Então, a ideia de ter um local físico para as pessoas se divertirem, para que elas pudessem passar um tempo de qualidade juntas, né. Então, ter um jogo que dá para jogar em duas pessoas. Eu não tinha um espaço físico para jogar com meu pai, mas, se tivesse um café onde eu pudesse sentar e jogar aquele jogo com ele, seria muito mais legal e eu ia ter um tempo de qualidade com ele, né”.
“A gente aluga hoje jogos de tabuleiro. Então, a gente tem desde Monopoly, que é um jogo super tradicional que todo mundo normalmente tem em casa, a gente tem Perfil, tem o Master, tem o Catan, que é um jogo que custa R$ 500 na loja fechado, que normalmente as pessoas jogam uma vez e deixam guardados. A gente tem o Escape Room, que é um jogo que só dá para jogar uma vez, então se você tem na sua casa, você vai jogar até o nível 4 e acabou. Você não pode jogar mais porque você já sabe como jogar aquele jogo”.
“Então, são jogos que as pessoas vão ter a oportunidade de jogar por 20% do valor dele. Então, você vai alugar um jogo por R$ 40,00, R$ 50,00 e que você pagaria R$ 400, R$ 500 na loja. Então, a gente aluga os jogos por vinte por cento do valor que ele custa originalmente fechado. No início, quando começamos a comprar os jogos, a gente determinou que seria 20% do valor em cima do jogo. Então, a gente hoje, como eu disse, a gente não tem muito lucro. O lucro que a gente tem é para comprar novos jogos, então é sempre 20% e a gente pensa que a vida útil dos jogos serão cinco aluguéis. Claro que dura mais do que isso, então a gente pensa aí no gasto do jogo. Então, o jogo hoje vai durar cinco vezes mais com certeza, mas eu tenho que garantir que ele vai ter uma vida útil de cinco vezes, então aí, com cinco vezes eu pago o jogo. É um lucro bom e a gente conseguiu já comprar pelo menos, do nosso acervo original, que a gente tem hoje, a gente tem mais do que 35 jogos que a gente comprou com todos os aluguéis que a gente fez”.
“Na verdade, nunca teve problema de perda de peça, que foi uma preocupação que a gente teve desde o início. Então, os nossos manuais, eles são plastificados, as cartas são plastificadas, a gente toma muito cuidado com isso e, graças a Deus, a gente nunca teve nenhum jogo danificado. Lá no site, quando a pessoa aluga, ela tem um regulamento dizendo que se ela perder alguma coisa, danificar o jogo, ela tem que pagar o valor integral do jogo. A ideia é que quando ele sai daqui, a gente confere todas as peças e quando ele volta, a gente também confere todas as peças, e a gente pede para a pessoa conferir também porque, afinal, é uma troca, né. A gente está alugando e a pessoa também tá participando da nossa economia”.
“A Décima Terceira Rodada significa, na verdade, 13, porque é o DDD de Santos e aqui em Santos a gente é muito regional, muito bairrista. A maioria dos comércios tem alguma coisa ligada a Santos, pelo menos a gente tem que ser muito tradicional, então o 13 veio para ser 13 da área região de Santos, baixada santista, e o Rodada é que são as rodadas de jogo, né, então a nossa “logo” ela é até um tabuleiro, porque tem que remeter ali o jogo e a rodada, para quantas vezes você vai jogar. Então, ficou 13 rodadas, né. Ou seja, “Décima Terceira Rodada”.
“Eu tenho MEI porque eu trabalhava já como PJ, então eu era MEI e aí, casou super bem com o 13ª rodada, eu já ter o MEI, continuo o MEI. Hoje, eu não sou mais microempreendedora trabalhando, emitindo nota fiscal PJ, mas eu mantenho o MEI pelo 13ª Rodada, então ele ajuda bastante quando a gente precisa comprar algum jogo que tenha descontos para empresas, então a gente utiliza o MEI. Eu participei de uma feira de empreendedorismo e eu vi a importância mesmo do MEI. Eu acho que ter um CNPJ abre muitas portas e é uma facilidade que, assim, quem não tá legalizado, não tem. Então, alguns descontos que eu tenho por ser CNPJ, ou até mesmo emitir a própria nota fiscal é uma coisa que a gente nunca está preparado para ter. Então, se um cliente me pedir uma nota fiscal, eu tenho como emitir hoje em dia. Então, são pequenas coisas no dia a dia que você vê a diferença de ter um CNPJ, de ter um MEI. É claro que é um valor é uma DAS, que tem que pagar todos os meses, mas essa DAS no futuro vai recompensar e ajudar muito. Então, aos pouquinhos aí, ela meio que se paga”.
“A minha principal dificuldade hoje como empreendedora é divulgar. É fazer material criativo para colocar nas redes, é saber como impulsionar da melhor forma, saber como atingir o público da melhor forma. Porque é muito difícil saber quando as pessoas vão precisar de jogos, porque assim, elas podem precisar no sábado à noite, ou podem precisar numa terça de manhã. Então, a gente já tem atendido das melhores formas e das formas mais difíceis. Teve, por exemplo, um sábado que uma moça falou: eu tô no aniversário da minha irmã e a gente não tem o que fazer. Queria alugar um jogo e aí, a gente atendeu ela. Então, não tem muito como esperar que momento as pessoas vão precisar do jogo. Então, isso é uma dificuldade para a gente hoje. E como divulgar melhor, a gente tá ainda aprendendo isso, é um pouco difícil”.
“O mercado que a gente atua, ele é ainda um vazio, a gente ainda não tem muitos concorrentes, no Brasil inteiro são poucos lugares que alugam os jogos de tabuleiro. Então, a gente tem um oceano azul aí, uma oportunidade muito grande para explorar ao longo do tempo. A gente tem cidades perto que dá para alugar, como Praia Grande e a gente ainda não atende”.
“Os nossos clientes chegam até a gente através dos nossos amigos, familiares, e agora a gente tem nosso Instagram que estamos impulsionando os posts para chegar em mais pessoas, a gente tem vários amigos que indicam a gente fielmente, que fazem lá mesmo toda vez que estão jogando o jogo de tabuleiro com um amigo, lembram do 13ª Rodada e divulgam. Então, isso é muito bom, ajuda bastante o boca a boca, as pessoas divulgando. Mas também, a gente tá contando hoje com as mídias sociais, então, divulgando, impulsionando as publicações e tentando ficar mais presente no canal digital, que também é super importante”.
“Meus fornecedores hoje, a gente compra muitos jogos da Galápagos, eu acho que é a principal distribuidora de jogos hoje aqui no Brasil. Tem a Paper Games também, são jogos pequenos, mas muito bons. A gente tenta, hoje, ver os jogos mais diferentes que o público está procurando. E aí ,a gente pega direto da produtora dos jogos para também ajudar como produtoras”.
“Eu tive um suporte do Sebrae meio que indireto. Eu participei da Feira do Empreendedor do Sebrae e também, na minha faculdade, utilizei o método de criação de empresas para o TCC. Então eu sou formada em administração com ênfase em marketing. O meu professor, na época do TCC, ele utilizou o material do Sebrae para criar o plano de negócios. Então, eu fui muito influenciada pelo Sebrae no momento de criar empresa e saber toda a estrutura do plano de negócios. Então, foi muito positivo ter o Sebrae como um acesso para sempre que eu precisar de alguma coisa”.
“Hoje, a gente entrega os jogos através de um aplicativo de transporte. Antigamente, a gente entregava nós mesmos de bicicleta ou de carro, para economizar, até mesmo para o cliente não ter que pagar muito com o frete. Mas hoje, a gente acha muito mais simples chamar o aplicativo de entrega na modalidade motoboy. E aí, a gente entrega na casa da pessoa e a pessoa devolve para gente do jeito que ela prefere. Se ela quiser vir retirar ou se ela quiser vir entregar, aí, tá por conta dela, mas, assim, ter a facilidade de usar um outro aplicativo para gente é muito bom, porque a gente não fica dependendo de alguém ter que levar, né. E como a gente tem o nosso próprio emprego, fora da Décima Terceira Rodada, a gente também pode se organizar melhor utilizando uma outra ferramenta”.
“O futuro do nosso negócio, eu espero que a gente tenha um lugar físico para as pessoas jogarem, para passarem a noite, para se divertirem com seus amigos. É um sonho muito grande que a gente tem. É claro que hoje a gente sabe que economicamente é mais viável ter os jogos em casa, divulgar para as pessoas utilizarem na casa delas, mas é um sonho que acho que nunca vai morrer em mim. Acho que eu sempre vou querer ter um lugar próprio para as pessoas passarem o dia ou passarem a tarde jogando jogos de tabuleiro. Então, eu espero que um dia seja esse aí o nosso destino”.
Depois de acompanharmos os depoimentos da Gabriela falando da empresa de aluguel de jogos de tabuleiro dela em conjunto com a sua irmã Isabela, que lições podemos tirar? O que podemos aprender com elas?
Em todos estes artigos do Meu MEI é um Sucesso, diversas características aparecem quase sempre nos empreendedores. E aqui, foi uma necessidade não atendida que fez com que a Gabriela pensasse em algo para suprir aquela sua necessidade, aquele seu desejo.
Veja que ela, quando menor, sendo filha de pais separados, morando com a mãe, quando recebia a visita do pai, na cidade de Santos eles não encontravam nada para fazer juntos. Iam ao shopping, almoçavam e não tinha um “programa”, ela não encontrava um programa, uma atividade legal que pudesse fazer com o seu pai.
Logo, o pai olhava para o relógio e dizia que tinha que ir. Óbvio que na cabeça de Gabriela, se tivesse algo bom que fosse legal para eles fazerem juntos, como, por exemplo, um jogo que os dois pudessem jogar, o pai ficaria com ela mais tempo.
E mais tarde, quando viajava pelo Canadá, encontrou uma cafeteria que oferecia os jogos de tabuleiro para os clientes jogarem. Aí, se uniu aquele desejo dela de tempos atrás com o que ela encontrou lá.
E podemos dizer que muitos empreendedores começam assim. Algo que precisam ou querem, e não encontram se torna um desejo de oferecer aquilo, de ter aquilo disponível.
E quase sempre se você quer ou precisa algo e não encontra, aí pode estar uma grande oportunidade que merece uma boa análise. Será que é só para mim que isto faz falta? Só eu sinto necessidade disso? Muito provavelmente existem muitas pessoas que têm este mesmo desejo, esta mesma necessidade.
E aí, começa a aflorar aquele espírito empreendedor. Aqui mesmo, nos artigos desta série “Meu MEI é um Sucesso”, já descrevemos algumas histórias de empreendedorismo assim.
Mais uma vez, podemos ver que o empreendedorismo é uma necessidade sentida e não atendida foram os impulsos para um novo negócio. É um negócio praticamente pioneiro no Brasil. Assim, juntando o útil ao agradável, a Isabela e a Gabriela encontraram uma forma de erguer o negócio delas que está tendo sucesso.
Atualmente, elas continuam com seus empregos e o aluguel de jogos é uma renda “extra”, que até agora, como ela mesma diz, não deu exatamente “renda”, já que tudo o que estão ganhando estão re-investindo no negócio comprando mais jogos.
Aí outra característica bastante comum nos empreendedores - possuir um emprego com carteira assinada e ter esta outra atividade por fora, como um extra. Na maioria dos casos, com o tempo, esta atividade extra vai se tornando a principal e eles conseguem sair de seus empregos formais e se dedicar exclusivamente ao negócio.
A Gabriela tinha o sonho de ter um local próprio, uma cafeteria, um quiosque, um barzinho, onde pudesse ter o espaço para as pessoas jogarem ali, batendo papo, tomando um café, um chá ou mesmo um chope, comendo alguma coisa.
Ou somente usufruindo um tempo “de qualidade” juntos, como ela mesma fala. E jogando um jogo de tabuleiro por um preço acessível, bem mais barato que comprar o jogo e depois deixar de lado, sem utilidade, como acontece com muitos jogos que todos nós compramos e que alguns só se jogam uma vez.
Quando decidiram montar o negócio, em função da pandemia, visto que ainda vigorava a lei do isolamento e distanciamento social, a desejo de ter um local físico não se tornou possível.
Então, veio a ideia de comprar os jogos e disponibilizar para as pessoas alugarem para jogar em casa, ou no local em que estivessem.
Mas o desejo de ter um local físico para as pessoas irem e jogarem lá, ainda continua sendo um sonho para Gabriela. E com a determinação típica dos empreendedores brasileiros, certamente ela alcançará este desejo.
Outro ponto importante no negócio delas, é a formalização, a legalidade. Mesmo sendo um “extra”, é importante você estar legalizado para poder usufruir dos benefícios de quem está formalizado.
Poder emitir notas fiscais, ter um CNPJ, com um endereço formal transmite responsabilidade, profissionalismo e gera credibilidade diante dos clientes.
Comprando com seu CNPJ, você consegue descontos com fornecedores, podendo inclusive, comprar um veículo com descontos interessantíssimos, e até mesmo fazer um plano de saúde com valor mais acessível.
Importantíssima também para muitos MEIs, não é o caso da Gabriela, que sempre teve emprego formal, mas para muitos, que no período da pandemia, precisaram interromper suas atividades por estarem com Covid tiveram o seu direito previdenciário assegurado, recebendo o auxílio doença.
Além disso, você pode ter diversas outras vantagens ao se formalizar. O poder público de uma maneira geral tem privilegiado muito os micro e pequenos empreendedores formalizados.
Hoje, você como MEI, tem à disposição empréstimos e financiamentos com condições bem mais favoráveis, acesso a serviços financeiros, poder abrir uma conta corrente pessoa jurídica.
Também pode ter acesso a crédito em condições mais favoráveis junto aos bancos e também dispor de toda a assistência do Sebrae, que está à disposição com todo o seu aparato técnico para acolher o empreendedor, orientá-lo e auxiliá-lo, fazendo com que ele possa desenvolver as suas atividades da melhor forma possível.
São muitas vantagens para o empreendedor formalizado por um custo bem baixo.
Ela já tinha um MEI, já conhecia a forma de montar um plano de negócio pelo modelo Sebrae, que foi assunto do seu curso de graduação.
Já havia participado e conhecido a feira de empreendedorismo. Mais uma vez, o Sebrae aparece como um alavancador do espírito empreendedor auxiliando, no caso dela, mesmo de forma indireta.
O Sebrae está sempre disponível para ajudar o MEI, os micro e pequenos empreendedores em geral em todas essas etapas, com consultores e cursos on-line ou presenciais, muitos deles de forma gratuita.
O empreendedor pode esclarecer dúvidas, buscar ideias e se qualificar em qualquer área que precise procurando cursos e consultores do Sebrae. É só acessar: www.sebrae.com.br
Para saber mais:
Portal do Sebrae: Cursos gratuitos on-line
O que você precisa saber antes de virar MEI
Portal do Empreendedor: Verifique se você atende as condições para ser MEI
Fonte: 13ª Rodada - Vida de MEI
Origem: Canal Empreender
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O foco não está em substituir pessoas, mas em automatizar tarefas repetitivas e ampliar a capacidade humana. Ferramentas de IA tornam possível personalizar atendimentos, prever demandas, criar conteúdos e organizar processos com baixo custo. Como usar IA de forma estratégica: Automatize tarefas administrativas para ganhar tempo e eficiência. Use a IA como assistente criativo para textos, ideias e protótipos. Seja transparente sobre o uso de dados e tecnologia. Combine automação com atendimento humano sempre que necessário. Monitore resultados reais e feedbacks dos clientes. Sustentabilidade prática e novas formas de produzir O consumidor de 2026 está mais atento ao impacto ambiental das marcas, mas rejeita discursos vazios. Sustentabilidade precisa ser prática, viável e integrada ao modelo de negócio. Crescem iniciativas ligadas à bioeconomia, reaproveitamento de resíduos, biomateriais e economia circular. Pequenas empresas têm espaço para inovar localmente, reduzindo desperdícios e criando novos fluxos de receita. Ações possíveis para pequenos negócios: Reduza desperdícios e reaproveite materiais sempre que possível. Priorize fornecedores locais e cadeias curtas de produção. Invista em embalagens biodegradáveis ou reutilizáveis. Crie modelos de refil, reparo, recompra ou reutilização. Comunique de forma clara o impacto ambiental real do negócio. Do descartável ao durável: menos excesso, mais valor A lógica do consumo está mudando: menos quantidade, mais qualidade. Produtos duráveis, multifuncionais e com vida útil prolongada ganham espaço, assim como serviços de manutenção, reparo e pós-venda. Essa tendência fortalece pequenos negócios que apostam em qualidade, relacionamento e fidelização, em vez de volume. Como se adaptar: Desenvolva produtos com maior durabilidade ou múltiplos usos. Ofereça serviços de manutenção, ajuste ou personalização. Crie programas de fidelidade ligados à sustentabilidade. Eduque o cliente sobre uso consciente e descarte correto. Bem-estar, sensorialidade e experiências memoráveis Em um mundo acelerado e hiperconectado, o consumo também se transforma em busca por conforto emocional, prazer e pequenas pausas na rotina. Experiências que despertam os sentidos e criam memórias positivas ganham relevância. Pequenos gestos, ambientes acolhedores e experiências sensoriais simples podem gerar grande valor percebido. Ideias para aplicar: Use aromas, texturas, cores e sons para criar identidade. Crie experiências personalizadas e momentos de surpresa. Associe seus produtos a bem-estar, autocuidado e celebrações do dia a dia. Valorize o contato humano e a experiência presencial. Preparar-se para 2026 é agir agora As tendências de consumo para 2026 mostram que crescer não significa apenas vender mais, mas vender melhor, com propósito, clareza e conexão humana. Pequenos negócios que conseguirem integrar inovação, ética, sustentabilidade e empatia estarão mais preparados para um mercado em constante transformação. Ler os sinais de mudança e agir de forma estratégica é o que diferencia empresas que apenas sobrevivem daquelas que constroem relevância e longevidade. Quer adaptar seu negócio às tendências de consumo de 2026? Acesse aqui o Ebook "Guia de tendências que moldarão o consumo em 2026" e prepare-se para 2026.
Sat Mar 14 00:01:17 BRT 2026
10 ideias de como ganhar dinheiro na internet sem sair de casa
São muitas as oportunidades que o mercado disponibiliza para quem deseja abrir um negócio. Com o avanço da tecnologia, uma janela de possibilidades se abriu para os profissionais que procuram a sua independência financeira trabalhando remotamente. Neste artigo, você vai conhecer 10 alternativas para empreender e começar a entender como ganhar dinheiro na internet sem precisar sair de casa. 1. Ganhe dinheiro como afiliado digital Pode ser que você nunca tenha ouvido falar nesse termo, mas provavelmente você já entrou em contato com um desses profissionais em compras realizadas via internet. Primeiramente, trataremos do afiliado digital, profissional que comercializa produtos em determinado site e é remunerado com uma comissão por cada venda realizada. Sim, muitas empresas disponibilizam suas plataformas para que pessoas se cadastrem como vendedores on-line. Em alguns deles, é possível tirar uma comissão de até 20%! Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae no ano de 2021, considerando uma disponibilidade mensal de 120 horas, o potencial de renda média mensal é de R$ 2.400,00. Para esse tipo de trabalho, deve-se escolher os modelos com o quais você gostaria de trabalhar a divulgação: blogs, loja virtual, redes sociais. Uma dica para a escolha é pensar nas plataformas que você teria maiores facilidades em fazer o trabalho de vendas. Em seguida, busque pelos melhores programas de afiliados para os modelos escolhidos.Criar uma estratégia de marketing digital e colocá-la em prática será o foco do seu trabalho. Para ter sucesso é fundamental gerar tráfego para o seu site, use e abuse de SEO, redes sociais, e-mail marketing e muita, muita técnica. E então? Achou interessante? Antes de iniciar, pesquise bastante. O Sebrae preparou um conteúdo para de ajudar a começar a ganhar dinheiro na internet e se formalizar. 2. Ganhe dinheiro em casa como infoprodutor Já pensou em ganhar dinheiro online compartilhando o seu conhecimento com o mundo? Os infoprodutos se destacam pelo seu caráter facilitador, despertando automaticamente a simpatia do usuário, que enxerga neles uma solução prática para a sua necessidade de adquirir informações com simplicidade. Aomesmo tempo, em termos de venda, os infoprodutos são fáceis de comercializar pela sua adaptabilidade. Assim, é possível adequá-los a diversos tipos de negócio, garantindo a máxima de não colocar todos os ovos da sua empresa em um mesmo cesto. Produtos digitais como e-books estão em alta e são uma ótima oportunidade para quem deseja empreender. Isso porque você só precisa produzi-los uma única vez e pode vender quantas vezes quiser. Livros de receitas? Aulas de música? Dicas de marketing? São infinitas as possibilidades. Pense em algo no qual você é muito bom e invista nisso! Os formatos possíveis para a produção do conteúdo são diversos: e-books, e-magazines, vídeo aulas, audiobooks, podcasts e webnars. Essas são algumas das alternativas para produzir conteúdo sem sair de casa e comercializá-los e ganhar dinheiro na internet. Ficou interessado? Saiba mais sobre infoprodutos nessa cartilha preparada pelo Sebrae. Decidiu começar a produzir e comercializar? Veja como estar em dia com a receita federal ao produzir os conteúdos digitais. 3. Venda cursos on-line sem sair de casa Nosso terceiro tópico trata da venda de cursos online. Esse trabalho é semelhante ao do infoprodutor, pois você também empreende produzindo cursos pela internet. Além do e-book, você oferece cursos on-line voltados para o público interessado no assunto que você domina. É possível, inclusive, vender os dois produtos em conjunto e aumentar o seu faturamento. Uma outra possibilidade interessante é lançar cursos para outros profissionais interessados nesse mercado. 4. Monte uma revendedora e ganhe dinheiro na internet A revenda de produtos não é novidade para ninguém. Todo mundo conhece alguém que trabalha com isso, não é mesmo? Mas hoje em dia essa atividade está se transformando. Isso porque a quantidade de empresas que permitem que isso seja feito de forma totalmente on-line vem crescendo a cada dia. Nos últimos anos, o mercado se expandiu e, agora, vai muito além do comércio porta a porta. Grandes marcas de chocolate, beleza e perfumes procuram pessoas interessadas em negociar mercadorias de modo totalmente virtual. Revender produtos online é uma excelente maneira de montar uma loja virtual e começar a ganhar dinheiro na internet. Além disso, em geral não é necessário investimento financeiro para começar um negócio desse tipo. E aí? Essa opção é para você? Pensando nisso, o Sebrae oferece um curso gratuito te ajudar a montar sua primeira loja virtual. Não perca a oportunidade! 5. Agente de viagem Se você gosta de trabalhar com turismo, essa pode ser uma boa fonte de renda! Você sabia que algumas empresas do setor contratam profissionais para vender seus pacotes on-line? Isso mesmo! A maioria delas oferece um curso básico e um modelo de franquia para quem deseja trabalhar por conta própria, e de casa. Por meio da internet, você capta clientes e recebe uma comissão por cada pacote fechado. 6. Importação Já pensou em lucrar até 300% em um produto? Conhecido como dropshipping, o meio de comercialização de itens importados que tem atraído o interesse de muitas pessoas. Isso porque além da margem de lucro alta, o lojista não precisa de estoque para começar a trabalhar. E como funciona? O profissional atua como intermediário entre o cliente e o fornecedor. A partir de uma conta criada no site da empresa, você começa a vender os produtos sem se preocupar com o estoque nem com a entrega final, pois essas são responsabilidades do fornecedor. É uma ótima alternativa para quem deseja empreender, mas ainda não tem capital para investir. 7. Pesquisas on-line Quanto vale a sua opinião? Essa pergunta pode parecer estranha, mas muitas plataformas de pesquisas on-line pagam as pessoas por suas participações. As empresas contratam esse serviço para saber a opinião do público sobre novos produtos, ou sobre como melhorar aqueles que já estão no mercado. 8. Cuidado com pets Você gosta tanto de animais que até toparia cuidar dos pets de outras pessoas? A procura por esses profissionais tem crescido e aberto uma boa oportunidade para se fazer dinheiro. Atualmente, alguns aplicativos conectam os donos de cachorros a pessoas que possam passear com eles ou mesmo hospedá-los por algum período. Os passeios chegam a custar cerca de R$ 45, enquanto as hospedagens variam entre R$ 20 e R$ 200. 9. Monte um delivery de comida Se as suas habilidades estão relacionadas à culinária, essa é a sua chance de transformar a sua cozinha em um restaurante! Você pode cadastrar o seu negócio em aplicativos de delivery e selecionar a opção de plano com entregador. Assim, você não precisa se preocupar com os custos de entrega ou com a criação de uma loja virtual própria. 10. Serviços e soluções digitais Como não poderia ser diferente, trabalhar com soluções digitais é perfeitamente possível de ser feito de casa. Isso porque, como visto acima, área de tecnologia está em alta e a demanda por mão de obra qualificada não para de crescer. Se a sua especialidade é relacionada à área, essa é uma ótima alternativa para empreender. Alguns exemplos de serviços são: desenvolvimento de sites, criação de softwares e aplicativos e web design. Até mesmo alguns serviços de suporte de informática podem ser realizados de modo virtual. Por fim, sabemos que empreender demanda tempo, conhecimento e persistência. Como vimos aqui, são muitas as oportunidades e diversos os ramos em que você pode atuar de casa e sem precisar de um grande investimento financeiro para começar. Descubra outras ideias e dicas que podem te interessar10 ideias de negócios para ganhar mais de 4 mil reais por mêsAcesse todas as Ideias de Negócios do Sebrae
Sat Mar 14 00:00:46 BRT 2026
Oficinas de empreendedorismo para o ensino técnico e superior
Conteúdos sobre empreendedorismo para aplicação em sala de aula, que contribuem para o desenvolvimento de competências empreendedoras. Acesse ao lado e baixe gratuitamente nossos ebooks.
Fri Mar 13 14:19:36 BRT 2026
Atitudes Empreendedoras e Tipos de Empreendedorismo
Para o estudante Carga horária: 16h Prazo de 30 dias para conclusão Certificado com verificação de autenticidade 100% gratuito
Fri Mar 13 14:19:36 BRT 2026
Startup Garage
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Fri Mar 13 14:19:36 BRT 2026
Apicultura no semiárido: oportunidade de negócio sustentável
O Nordeste apresenta um dos maiores biomas para produção de mel do mundo: o semiárido. O agreste e a Zona da Mata da nordestina – faixa de mata atlântica situada à beira do litoral nordestino –, também são regiões que apesar de serem pouco faladas, possuem alto potencial na produção de pólen e própolis vermelho. A atividade comercial realizada a partir da criação de abelhas chama-se apicultura, um ramo da zootecnia que tem sido uma grande fonte de renda no sertão brasileiro. Por meio desta técnica, é possível extrair produtos como pólen, mel, própolis, geleia real e outros. Propriedades do mel O mel é um produto natural muito nutritivo e com diversos benefícios à saúde. A composição do mel é rica em antioxidantes – substâncias que têm a capacidade de proteger as células contra várias doenças como câncer, Alzheimer e doenças crônicas. O composto também regula os níveis de colesterol e triglicerídeos, o que colabora com a diminuição do risco em contrair doenças cardíacas. Além disso, o mel é indicado para aliviar os sintomas gripais, como tosse, dor de garganta e inflamações. Negócios A criação de abelhas é uma atividade que contribui muito para a preservação de ecossistemas. A presença das abelhas é fundamental para a biodiversidade de um ambiente por causa da polinização. A polinização é o transporte do grão de pólen de uma flor para a sua parte reprodutiva. Esse serviço ambiental das abelhas é responsável pela regeneração de florestas, manutenção da biodiversidade e garantia da produção de muitos alimentos da terra que são de consumo humano. Para o apicultor, o setor da agro apicultura pode oferecer benefícios como: Variedade nas formas de empreender – polinização de ecossistemas, comercialização de produtos, entre outros; Dispensa uma propriedade de terra – a área para instalação de apiário pode ser bem pequena; Produz diversos produtos – mel, pólen, própolis, cera, entre outros; Geração de empregos e fonte de renda no campo – como é um negócio lucrativo, para os apicultores pode ser uma grande oportunidade de renda. Calendários apícolas No Nordeste, existem cerca de nove calendários apícolas, com datas distintas e situações climáticas que se diferem. Para o desenvolvimento da apicultura, segundo o Mestre e Doutor em Apicultura, Afonso Odério, existem dois grandes momentos do ano: a chuva e a seca. A chuva é como se fosse um ponto de partida para a vegetação e a abertura de botões de flores, quando o apicultor deve trabalhar com foco no aumento da produção. Faz parte do processo de seleção natural que na seca o apicultor perca até 20% dos enxames. Bioma nordestino Um dos pontos que caracteriza o Nordeste como bioma de maior potencial de produção de mel do mundo são as suas características específicas. Entre elas, está o fato de a vegetação ser baixa, diferente da Mata Atlântica, por exemplo. Quando a vegetação é mais densa, ela requer mais condições climáticas chuvosas. Logo, o bioma nordestino é definido como vegetação rasteira, fauna e flora que se adaptam ao período de estiagem, diversidade de plantas nativas e espécies que soltam flores. O Sebrae é um dos principais apoiadores do setor da Agro Apicultura no Nordeste, com polo de atuação no município de Petrolina, em Pernambuco. O mercado vasto e crescente de Petrolina na apicultura oferece uma série de mecanismos que favorecem o homem do campo. Quer conhecer mais sobre o tema? Assista o Seminário Uma Oportunidade de Negócio Sustentável, produzido pela equipe do Sebrae de Petrolina. Confira também a nossa cartilha completa sobre Apicultura e Sustentabilidade.
Mon Mar 09 13:45:48 BRT 2026
Posicionamento de marca: o que é e como fazer marketing de comunidade
Se você é um empreendedor e já percebeu que não é eficiente ter uma estratégia de marketing que foque apenas na venda do produto, parabéns! Você está no caminho certo, por onde muitas empresas decidiram trilhar nos últimos anos, investindo mais de R$ 45 bilhões, tudo para poderem aproximar-se ainda mais dos seus clientes, promovendo conexões emocionais e relacionamento de qualidade. É nesse sentido que atua o chamado marketing de comunidade, também conhecido como comunidade de marca, ou seja, de forma voluntária, ocorre o agrupamento de pessoas que desenvolvem relações afetivas com determinado produto ou serviço oferecido por uma marca. Os membros dessas comunidades de marca, unidos pela paixão pelo produto ou serviço que ela oferece, são identificados como brand lovers. Assim, a criação de uma comunidade representa a oferta de um canal para intensificar esse relacionamento direto com os clientes, aproximando ainda mais pessoas e marcas. Ter uma comunidade de marca é ter fãs, muito mais que consumidores. Isso porque clientes satisfeitos tornam-se defensores dela - eles não perdem um conteúdo ou lançamento, anúncio -, numa relação que envolve muitos outros aspectos, além dos comerciais. São esses consumidores que participam de comunidades de marca. Assim, quando o cliente se identifica com os valores da marca, ele encontra na comunidade uma sensação de pertencimento, estabelecendo conexões que o fidelizam. Veja a seguir algumas marcas que possuem comunidades. Starbucks: nesta comunidade, o espaço dos clientes está destinado não só para as conversas sobre o produto, mas também permite que os amantes de café deem ideias de novos produtos e recebam propostas por elas. Sephora: outro bom exemplo de marketing de comunidade é o da marca varejista Sephora, que criou Beauty Talk, um espaço para os consumidores falarem sobre os produtos da empresa, trocarem dicas e comunicarem-se como acharem melhor. Neste caso, a própria empresa está incentivando os clientes a se reunirem em um determinado local e a falarem sobre ela. O resultado disso é o grande número de menções feitas mensalmente à empresa nas redes sociais. Melissa: a marca Melissa também aderiu a essa tendência do marketing de comunidade e desenvolve ações de relação com o seu fã-clube desde 2016, incentivando a cocriação de eventos, participação em debates, encontros para troca de informações, além da apresentação antecipada da coleção e até mesmo para discussões de estratégias e desenvolvimento de produtos. Aproveitando o Mês do Consumidor, a marca lançou o "Dia da Melisseira", com a distribuição de 60 mil vouchers em todos os clubes da marca no Brasil. Raquel Scherer, gerente geral da Melissa, afirma que “é uma tarefa contínua entendermos como estreitar ainda mais a relação com esta comunidade tão grande que possui conexão verdadeira e longeva conosco”. Acompanhe, no infográfico a seguir, dicas para criar e manter a sua comunidade de marca. Busque mais informações no Sebrae pelo número 0800 570 0800.
Sat Feb 07 00:02:43 BRT 2026
Como fazer uma abordagem de vendas
Alguns vendedores acreditam que fechar uma venda se resume a oferecer um produto, vencer todas as objeções de maneira sistemática e guerreira e forçar a decisão de compra. Outros, acreditam que é preciso sufocar o cliente, repassando um monte de informações, mesmo que inúteis, e ainda há aqueles que entendem que nada supera uma boa lábia. É claro que existem vendas e vendas, em alguns casos o cliente está tão propenso a comprar, que ele praticamente já tomou a decisão, e é somente o vendedor falar poucas palavras e partir para o empurrãozinho final. Já, em outras situações, a questão é um pouco mais complexa, porque existem muitas incertezas, o cliente não tem a segurança de que aquela é a melhor compra, ou existem muitas barreiras, algumas estão apenas na mente do cliente e ele não se dispõe a falar de forma muito transparente sobre os motivos que afetam a sua decisão de comprar. Para isso, é necessário saber que o processo que vai proporcionar uma grande eficiência na condução da venda é chamado de abordagem. Ela é o primeiro contato do vendedor com o comprador. É tão importante, que palavras mal utilizadas, ou sem o mínimo de sensibilidade podem gerar uma barreira intransponível, por isso a importância de aplicar técnicas eficientes de abordagem do comprador. Outro aspecto a considerar no momento em que o vendedor entra em ação e faz o primeiro contato é compreender que a abordagem é um processo quase que totalmente emocional e, que além de falar, o vendedor precisa estar muito atento e observar profundamente as reações do cliente. É necessário compreender os sinais positivos ou negativos que este emite através das palavras, da linguagem corporal e especialmente dos olhos, “os espelhos da alma”. Logo, a primeira dica é “olho no olho”. Veja a seguir algumas dicas sobre como o vendedor deve agir ao iniciar o primeiro contato. Inicie o contato da forma mais agradável possível, sem transparecer artificialismo, às vezes até o sorriso pode parecer artificial. Lembre-se de que o outro lado é um ser humano, e não um objeto ou mesmo o valor de uma comissão. Por isso, é importante, se não souber, perguntar o nome da pessoa, a psicologia explica que o nosso nome é um fator muito importante da nossa identidade, por isso tratar as pessoas pelo nome é fundamental no processo de abordagem. Saiba o que falar. As pessoas são diferentes, por isso, tenha uma pequena lista de palavras para utilizar com pessoas diferentes, observe bastante as características do comprador, antes de fazer o primeiro contato. Pessoas falantes precisam que você as deixe falar, tímidos precisam ser estimulados, conservadoras exigem tratamento mais formal, pessoas mais simples precisam que você fale numa linguagem que eles possam entender, e não gostam de muitas informações e de coisas que não entendem, pessoas mais diretas não gostam de perder tempo com muitas explicações. A melhor forma de entender o jeito de iniciar o primeiro contato é, a cada vez que falar, observar as reações do comprador e, se perceber contrariedade ou outros sinais negativos, fazer a mesma fala de forma diferente. Inicie por uma pergunta, cuidando para não parecer agressivo, ou que é mais inteligente e perfeito que o comprador, pois às vezes os vendedores acreditam que os compradores são ignorantes ou idiotas. Por isso, cuidado ao formar uma opinião de cara, apenas observando o comprador, porque vai criar na sua mente uma imagem e você vai acreditar ser verdadeira, lembre-se de que nem sempre a primeira imagem é a real. Faça perguntas abertas. Uma pergunta aberta é aquela em que a resposta não poderá ser um sim ou um não, é aquela em que o cliente deverá falar um pouco mais. As perguntas que têm como resposta somente um sim ou não não iniciam, de fato, um diálogo e, quando isso acontecer, solicite do comprador mais informações, tipo “por que o senhor/senhora acha isso?” Saiba o que não falar. Evite palavras que possam gerar resistência por parte do comprador, especialmente as palavras que possuem negatividade como “o senhor foi enganado pela outra empresa”, ou palavras que podem soar como uma mentira para forçar a venda como promessas que jamais serão cumpridas, palavras que desmentem o que você falou antes ou mesmo palavras que podem passar intimidade como “querida”, “amor”, “minha flor”. O primeiro contato deve ter como objetivo criar um clima favorável para que a venda possa ser realizada numa atmosfera de confiança, respeito e abertura em que ambas as partes, comprador e vendedor, percebam que independentemente de a venda ocorrer nesse momento, outras oportunidades podem surgir. O comprador vai sempre se lembrar do vendedor que proporcionou a criação de um relacionamento longo e duradouro. Empreendedor, você pode desenvolver as suas habilidades de vendas por meio de conteúdos, cursos e ferramentas disponíveis no Portal Sebrae. Aproveite e faça a sua inscrição para os dois cursos EaD que preparamos para você: Como aumentar suas vendas e Como vender mais e melhor.
Sat Jan 31 00:01:47 BRT 2026
Gestão do tempo: como otimizar o uso do seu tempo
Uma boa gestão de tempo pode fazer toda a diferença no dia a dia de um empreendedor e também pode ser uma das chaves para o sucesso a médio e longo prazo. Neste artigo, baseado no podcast Uber Avança, o Sebrae traz dicas de gerenciamento de tempo que podem ajudar a a obter melhores resultados no seu negócio. Ao falarmos de tempo, temos uma certeza: ele é imutável e igual para todos. É impossível esticar os minutos, encolher as horas ou acrescentar mais um dia na semana. Assim, mesmo se não o utilizarmos adequadamente, ele nunca mais voltará. Importante também destacar que não é possível fazer uma gestão do tempo, em si. O que é possível é gerenciar o nosso comportamento frente à forma por meio da qual lidamos com o tempo, no intuito de utilizá-lo de maneira mais eficiente e proveitosa. E compreender que isso irá fazer toda a diferença em nossa vida e em nosso trabalho. Quando se tem prioridades, metas e planos bem definidos, é possível organizar as atividades e encontrar tempo para tudo. Assim, a gestão do tempo vai além de métodos, relógio e velocidade; ela está mais voltada à visão que se tem do mundo, de planos e de desejos. Por esse motivo, cada pessoa tem uma rotina própria, bem como prioridades e sonhos diferentes. Então, analise sua vida, seus objetivos, suas metas, suas prioridades e sua rotina e verifique qual é a média de tempo demandada por cada atividade do seu dia a dia. Se organize com base nesses dados, não se esquecendo de reservar momentos para o lazer, o descanso, a saúde e a família. Tudo que for imprescindível para você deve estar dentro do gerenciamento de seu tempo. Quando administramos bem o tempo gasto com o trabalho, consequentemente beneficiamos todas as outras áreas da nossa vida. Confira algumas dicas a seguir: Defina as suas metas e seus objetivos e depois estabeleça as ações necessárias para alcançá-los. Não existe uma única maneira de organizar o seu tempo. Você só precisa encontrar aquela que melhor se adapta ao seu dia a dia. Importante: não confie na memória. Tenha tudo sempre anotado. Você pode escolher um método simples, como uma agenda ou um bloco de anotações, ou opções que envolvam as tecnologias, como o celular, a agenda de e-mail, os sites e os aplicativos. Classifique a prioridade das ações em função dos resultados que você quer e precisa alcançar. Ou seja, o que é mais importante para que você consiga atingir as suas metas? Planeje o que, onde e quando fazer, bem como quem poderá ajudá-lo, quanto tempo levará e quanto custará. Muitas vezes, quebrar as ações maiores em atividades menores é recomendável, pois isso leva à realização da atividade maior com mais eficiência. Dessa forma, cada etapa pode ser comemorada, para se sentir mais motivado para seguir em frente. No caso das tarefas diárias, você pode fazer uma lista mensal, uma semanal e uma diária com as tarefas importantes, colocando-as em ordem de prioridades. Outro ponto importante a ser destacado são os chamados drenos ou ladrões de tempo. Comportamentos que desviam a atenção ocasionam na perda de minutos ou horas preciosas. Confira: Perfeccionismo: o foco sempre deve estar na excelência dos produtos ou serviços prestados, mas o excesso de zelo e o perfeccionismo podem prejudicar a produtividade, ao se gastar muito tempo com uma atividade específica, em busca de uma suposta perfeição. Dificuldade de filtrar as distrações: conferir as redes sociais a cada cinco ou dez minutos parece não interferir, mas é um grande ladrão de tempo. Por isso, evite essa prática. Reserve momentos para navegar nas redes, se atualizar sobre as notícias e até para bater papo com os amigos, mantendo sua atenção no trabalho durante o período que foi a ele destinado. Não definir prioridades: quando tudo é urgente, nada é urgente. Assim, fazer várias tarefas ao mesmo tempo pode parecer produtivo, mas atrapalha o foco e organização do tempo. Portanto, realizar tarefas por completo, seguindo uma ordem de prioridade podem aumentar a produtividade. Procrastinação: é uma grande inimiga da produtividade. Se trata de um dreno usado para delongar tarefas. Por exemplo, se você tem o prazo de um dia para executar algo, vai buscar fazê-lo em um dia. Se o prazo for de dois dias, a tendência é deixar para fazer no final do segundo dia. Outro exemplo ocorre quando se tem uma tarefa realmente significativa para desempenhar, mas pequenas coisas, menos importantes naquele momento, são colocadas na frente, como lavar a louça, checar as redes sociais. O importante é ter foco e seguir o seu gerenciamento de tempo, de acordo com as prioridades, buscando fugir das distrações. Transforme tudo em hábito: com disciplina, comprometimento e organização, é possível transformar todo o seu planejamento em hábitos. Dessa forma, se internaliza a mentalidade produtiva. É um processo gradativo, mas que é viável e que pode trazer resultados efetivos para sua vida e para os seus negócios. Reforçando: não esqueça dos momentos de descanso e lazer. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é essencial para o sucesso. Com organização e planejamento, é possível ser um empreendedor com ótimos resultados e ter tempo de qualidade para você. Acesse aqui cinco dicas sobre como melhorar o gerenciamento do tempo. Coloque em prática esses conhecimentos e torne seus dias mais produtivos.
Sat Jan 24 00:01:48 BRT 2026
Inteligência emocional e empreendedorismo: uma dupla de sucesso
A inteligência emocional é uma habilidade importante para qualquer pessoa, especialmente para os empreendedores. Ela se refere à capacidade de reconhecer e gerenciar as próprias emoções e as emoções dos outros, e pode ajudar os empreendedores a tomar decisões mais eficazes, a construir relacionamentos mais saudáveis e a lidar com o estresse e o fracasso de maneira mais positiva. Uma das principais vantagens da inteligência emocional para os empreendedores é a capacidade de tomar decisões mais eficazes. Os empreendedores precisam tomar decisões rapidamente e frequentemente, e a inteligência emocional permite que eles façam isso de maneira mais consciente e equilibrada. Ao reconhecer suas próprias emoções e as emoções dos outros, os empreendedores podem evitar a tomada de decisões impulsivas e tomar decisões mais informadas e equilibradas. Outra vantagem da inteligência emocional para os empreendedores é a capacidade de construir relacionamentos mais saudáveis. Os empreendedores precisam construir relacionamentos fortes com clientes, parceiros e colaboradores, e a inteligência emocional permite que eles façam isso de maneira mais eficaz. Ao reconhecer e gerenciar as emoções dos outros, os empreendedores podem se comunicar de maneira mais clara e construir relacionamentos mais confiáveis e duradouros. Além disso, a inteligência emocional também pode ajudar os empreendedores a lidar com o estresse e o fracasso de maneira mais positiva. O empreendedorismo é uma jornada desafiadora, cheia de altos e baixos, e os empreendedores precisam ser capazes de lidar com esses desafios de maneira saudável. A inteligência emocional permite que os empreendedores reconheçam e gerenciem o estresse de maneira eficaz, além de serem capazes de aprender e crescer a partir do fracasso. Desenvolver a inteligência emocional é um processo contínuo que requer consciência, prática e dedicação. Algumas das maneiras de desenvolver a inteligência emocional incluem: Praticar a auto-consciência: isso envolve reconhecer e compreender suas próprias emoções e como elas afetam suas ações e decisões. Pode-se fazer isso através de meditação, diário de reflexão, entre outras técnicas; Aprender a controlar e expressar suas emoções de maneira saudável: Isso pode ser feito através de técnicas de relaxamento, como yoga ou tai chi, ou através de terapia; Desenvolver habilidades de empatia: isso envolve tentar entender e se relacionar melhor com as emoções dos outros. Pode-se fazer isso através de práticas como ouvir ativamente e colocar-se no lugar do outro; Buscar educação e treinamento: há muitos cursos e programas disponíveis para ajudar as pessoas a desenvolver suas habilidades de inteligência emocional; Buscar orientação de mentores ou terapeutas: eles podem ajudar a trabalhar através de questões emocionais específicas e fornecer feedback e orientação; Incorporar a inteligência emocional no dia a dia e praticar constantemente, a fim de torná-la uma parte natural do seu comportamento. É importante lembrar que o desenvolvimento da inteligência emocional é um processo contínuo e requer tempo e dedicação. Não há uma "fórmula mágica" para desenvolver a inteligência emocional, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. É importante encontrar as técnicas e estratégias que funcionam melhor para você e incorporá-las em sua vida diária. A inteligência emocional também pode ser desenvolvida no ambiente de trabalho, promovendo a comunicação eficaz, a colaboração e a resolução de conflitos. Os líderes e equipes podem trabalhar juntos para estabelecer metas e objetivos claros, e criar um ambiente de trabalho positivo e saudável. Os empreendedores podem aplicar técnicas de inteligência emocional para gerenciar a sua equipe, promovendo a motivação e a satisfação no trabalho. Eles podem fazer isso através da criação de oportunidades de desenvolvimento de carreira, reconhecimento de desempenho e estabelecimento de metas claras. Além disso, é importante lembrar que a inteligência emocional não é apenas sobre reconhecer e gerenciar suas próprias emoções, mas também sobre reconhecer e gerenciar as emoções dos outros. Os empreendedores precisam ser capazes de liderar e inspirar equipes, e a inteligência emocional é essencial para fazer isso de maneira eficaz. A inteligência emocional é uma habilidade importante para qualquer pessoa, especialmente para os empreendedores. Ela pode ajudar os empreendedores a tomar decisões mais eficazes, construir relacionamentos mais saudáveis e lidar com o estresse e o fracasso de maneira mais positiva. O desenvolvimento da inteligência emocional requer consciência, prática e dedicação, e pode ser feito através de técnicas como a autoconsciência, gestão das emoções, empatia, educação e treinamento, orientação de mentores ou terapeutas, e incorporando a inteligência emocional no dia a dia. Saiba mais: Curso A liderança na gestão de equipes Curso Como administrar um pequeno negócio Artigo criado a partir do conteúdo do Blog Sebrae PR
