Josi Zurdo, de Hortolândia, São Paulo, trabalha com moda para pessoas com nanismo.
Josi Zurdo, de Hortolândia, São Paulo, trabalha com moda para pessoas com nanismo. Neste artigo da série “Meu MEI é um Sucesso”, vamos conhecer um pouco da história dela.
Joselaine Zurdo Beroldo nasceu em Campinas, mas atualmente, mora e tem seu negócio em Hortolândia, no interior do estado de São Paulo. Ela tem 35 anos e é “baixinha” no tamanho, com apenas 1.49 m de altura, mas sem sombra de dúvidas, é uma “grande” empreendedora.
Ela criou a Via Voice for Fashion, uma marca de roupas e acessórios voltada para pessoas com nanismo. Gerando renda e promovendo a inclusão social, Josi Zurdo, como ela se denomina, conquistou um mercado específico. Vamos conferir a sua trajetória acompanhando como ela mesma nos conta.
“Eu sou a Josi Zurdo. Eu tenho 35 anos, nasci em Campinas, mas eu moro aqui em Hortolândia há 13 anos, já. Eu me formei em design gráfico. Eu sempre busquei alguma coisa que fosse, assim, criativa. Eu sempre gostei muito dessa área criativa, e eu trabalhei por oito anos, a maior parte da minha vida profissional foi no mundo corporativo. Eu trabalhei cinco anos no RH e três anos no marketing. Foi depois dessa minha experiência no mundo corporativo que eu comecei a empreender. Gente, eu sou uma mulher pequenininha, eu tenho 35 anos, e tenho 1,49. Então, a minha vida inteira, eu tive dificuldade de encontrar roupas, especialmente na fase adulta. Assim, peça então, de alfaiataria, que são essas peças mais arrumadas, com mais cara de mulherão, assim, eu sempre sofri demais. Então, eu trabalhei oito anos no mercado corporativo. Foi muito bacana, foi muito feliz, assim, mas depois desses oito anos, quando eu saí desse universo, eu tinha certeza que eu não queria continuar nesse lugar, que eu queria fazer uma coisa diferente. Tinha o meu marido empresário em casa e ele sempre me ouvia falar dessa dor de não encontrar roupa: poxa, não encontro roupa para mim, sei lá, uma peça muito emblemática para mim sempre foi o blazer. Porque o blazer é uma peça muito cara, então, vou dar um exemplo: o blazer você paga, tipo R$ 300,00 uma peça e eu ia ter que gastar mais no mínimo R$ 150,00 para refazer o blazer, porque não serve de ombro, não servia no cotovelo, não servia na manga. Então, quando eu saí do mercado corporativo, eu falei: cara, eu acho que eu vou empreender para ajudar outras pessoas que têm o mesmo problema que eu, porque eu sabia que eu não era a única baixinha no mundo, né? E foi assim que eu comecei a empreender”.
“Sempre soube que eu queria começar uma empresa muito respaldada. Então, essa conversa com Fernando foi em agosto. Nosso estudo durou até meados de outubro e eu me formalizei. Em novembro, já estava formalizada. Então, foi muito rápido, assim, eu me formalizei bem no início da empresa porque eu sabia exatamente aonde eu queria chegar, que eu queria fazer as coisas da melhor maneira possível. Logo que eu me formalizei como MEI, eu fiz questão, então, de ter todos os cursos, toda a preparação, assim, inicial, digamos, né. Então, eu falei muito com time de marketing, fiz muita consultoria sobre identidade e logo no início. O Sebrae deixou muito claro que para eu chegar em algum lugar, eu tenho que saber para onde eu vou, né, então, o plano de negócios foi também uma das primeiras coisas. Eu confesso que eu não tive tanta dificuldade porque o mundo corporativo me trouxe até essa bagagem, né. Não plano de negócios, exatamente, mas toda essa ideia de estruturação, sabe, de custos, noção de matéria-prima, noção de pessoal. Eu já tinha da minha experiência do mundo corporativo. Então, foi uma das primeiras coisas que eu fiz, assim, e faço até hoje. Assim, eu acho que eu sou até um pouco viciada em plano de negócio. Eu fico sempre revisitando. É uma coisa que me deixa muito segura, assim, para toda a mudança da empresa, ter certeza que eu tô determinada, de que eu tô falando com as pessoas certas que eu tô indo na direção que precisa”.
“Eu comecei, então, a empreender para atender mulheres baixinhas, né, como eu. E por imaginar que eu não seria a única, não estaria sozinha. Mas quando eu conversei com o Fernando Vigui, e à medida que quanto mais eu conhecia a comunidade, mais eu percebi o quanto eles sempre foram negligenciados, assim, pela moda, né. Uma coisa que a comunidade me ensinou logo no início que eu levo como lema, assim, da marca, sem sombra de dúvidas, é: nada sobre nós sem nós. Então, a Via Voice, ela nasceu e, até hoje, ela é parte dela, tudo acontece com a comunidade. Não tem nada que eu faça que seja sem a comunidade. Então, estudar a comunidade é o primeiro passo, é o que eu faço o tempo todo. Assim, quais modelos eles querem usar primeiro, para começar com o estudo de medidas que nós desenvolvemos, né. Quando a gente fala de pessoas com deficiência, né, quando a gente fala de minorias, eu acho, no geral, né, a gente sempre, infelizmente, encontra alguma resistência no nosso país. Quando eu falo da comunidade das pessoas com nanismo, nós fomos muito bem aceitos, assim, graças a Deus. Primeiro, para começar, que tudo é feito em parceria e é a única marca que atende o público, né, então uma coisa que eu gosto de deixar muito claro, é: tudo feito é tudo muito colaborativo porque é, de novo, o trabalho da minha vida. Assim, é para isso que eu vivo, é onde eu coloco toda a minha energia e a comunidade sempre esteve muito sedenta de alguém que olhasse para eles, sabe. Então, é um trabalho muito bacana porque todo mundo ganha. Eu vou ficar muito feliz com a marca crescendo, a comunidade ajuda e vai sabe, então, acho que é um processo muito bacana da comunidade. Fora da comunidade, infelizmente, até por outras questões, ainda nem todo mundo conhece, mas, por exemplo, essa oportunidade de eu estar aqui é uma excelente oportunidade para que as pessoas entendam, conheçam, a realidade das pessoas com deficiência. O capacitismo é o preconceito contra as pessoas com deficiência. Um dos pilares da Via Voice é que a entrega não é só roupa, mas eu quero, de verdade, uma das minhas missões é contribuir para diminuir o capacitismo. Tudo começa com educação. As pessoas precisam saber, por exemplo, como tratar uma pessoa, que termo usar com uma pessoa com nanismo e tudo isso precisa ser falado, às vezes não por mal, às vezes por não ter conhecimento, por não ter ninguém próximo, acontece de ter esse tipo de atrito. Então, falar sobre, mostrar o quanto as pessoas com o nanismo estão aí elas existem, são pessoas como todo mundo, que trabalham, que querem consumir, né? Eu acho que falar sobre o assunto, dar visibilidade para causa, é também um dos objetivos da Via Voice. É também a missão que eu levo para mim. Eu achei que só as baixinhas tinham um problema, na verdade não. Na verdade, a realidade que eu sei hoje, trabalhando com moda, é que se você foge da padronização, você tem certamente problemas para encontrar roupas, né. Então, qualquer pessoa que tem alguma particularidade, tem algum tipo de problema, e quando eu soube que as pessoas com nanismo não tinha nenhuma, não existia, né, ninguém que olhassem para eles. Foi uma causa que realmente pegou para mim, porque, eu, embora não tenha nanismo, eu sofri por não conseguir peça para mim a vida inteira. E é muito frustrante, porque, eu sempre brinco, né, que bom seria se eu poderia chegar numa loja e falar: olha, como eu vou ter que cortar um terço da calça, você me dá um desconto? Isso não acontece, né, então eu sempre sofri na pele isso, sempre me senti deixada de lado pela moda. Assim, então, acho que quando eu encontrei uma galera que sentiu dor tipo tanto quanto eu, assim, eu falei: é isso que eu vou fazer, me deu com certeza, assim, mais vontade, sabe, de realizar meu trabalho. Eu falo que eu tenho muita sorte porque eu amo o que eu faço e eu sei verdadeiramente, assim, vejo no meu dia a dia, que faz a diferença na vida das pessoas. Então, isso é sensacional”.
“Quando eu comecei com a Via Voice, eu fui pesquisar sobre, e eu descobri que existe uma única, uma outra marca no mundo, que é uma marca alemã muito bacana, não vou conseguir falar o nome da marca, claro. Mas é uma marca que existe há seis anos no mercado, pioneira mesmo. Assim, é, mas é a única marca, além dessa marca alemã, somos a segunda marca no mundo que trabalha com e para essa galera”.
“Quando eu cheguei com a ideia, depois de realizar o estudo com a comunidade, então, eu tinha essas medidas: foi muito difícil eu conseguir convencer as profissionais da área, por exemplo as modelistas, as costureiras, é de que aquelas medidas faziam sentido. O que eu mais ouvia era: não, você tá louca. Qual é a sua formação mesmo? Você não sabe o que você tá falando. Eu tinha que colocar na cabeça delas que, realmente, elas não viram isso na faculdade, mas, que isso é real, que existe esse corpo. É fazer as pessoas entenderem o diferente, que é um corpo, isso existe, essa proporção, que, embora você não tenha aprendido na faculdade, mas é uma proporção que existe, sabe, foi muito difícil. E eu tenho que aproveitar para falar que a Ana Paula Bernardino, que é minha modelista, foi a primeira que falou: Josi, vou encarar com você, vou topar. E ela foi, assim, foi a primeira a acreditar e ir atrás, e é por isso que a gente tá junto até hoje. Assim, mas acho que a dificuldade foi: Você tem certeza do que tá fazendo? Sabe, acho que fugia tanto da cabeça das pessoas que foi difícil convencer os profissionais assim no início de que daria certo, sabe, e quando encontrei a Ana, foi sensacional”.
“A minha principal dificuldade hoje é romper a minha bolha, fazer com que as pessoas que estão fora da comunidade, pessoas que não têm nanismo, entendam a importância de falar sobre o assunto. Entendam que não tá tudo bem você usar o termo anão. Que não tá tudo bem você ver uma pessoa com nanismo, você filmar ou tirar foto, porque acha que é engraçado, não tá tudo bem qualquer tipo de desrespeito, sabe. Ok, as pessoas podem não ter acesso, mas as pessoas precisam querer saber sobre, né. Então, a minha principal dificuldade é mostrar para as pessoas: Cara, você tem que conhecer o diferente, você tem que acompanhar uma comparação, assim, né. Eu acho que a nossa sociedade está evoluindo hoje um pouco melhor sobre o racismo. Acho que hoje tá um pouco mais claro, as pessoas estão começando a entender que o racismo não é problema dos pretos, é de todo mundo. Assim, como eu gosto de comparar: Infelizmente, o preconceito de que as pessoas com deficiência sofrem: não é porque você não conhece, não convive com ninguém que tem deficiência, ou, não é porque você não conhece ninguém que tem nanismo, que você não tenha que respeitar, que você não tenha que conhecer a causa, que você não tenha que colaborar para uma sociedade inclusiva. Uma sociedade inclusiva é melhor para todo mundo, todo mundo ganha. Quando a gente fala de inclusão, a gente está falando do Brasil de mais de 18 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Por que as empresas não produzem para essas pessoas? Eu acho que, olha, se a causa inclusiva não toca no seu coração, se você não vai por esse viés, então pense na questão mercadológica. Não é nem inteligente você não atender, então eu acho que a minha maior dificuldade é falar isso. É trazer para a realidade, a gente fala muito sobre inclusão, mas tem que sair da pauta, tem que ir para a realidade. Inclusão na prática. Eu acho que é o que a gente precisa, assim, sabe, é muito importante falar, sem sombra de dúvidas, é o primeiro passo, mas e depois? A gente não pode só ficar falando. A gente tem que ir para ação”.
“Para quem está começando agora, eu acho que fez muita diferença eu me formalizar desde cedo e procurar ajuda. Como eu falei, desde a escolha do nome, assim, desde o processo de identidade visual, tudo eu fiz com ajuda de consultoria do Sebrae. Outra coisa, você tem que conhecer o seu público, né? Porque eu acho um dos caminhos mais certeiros da Via Voice. É porque eu faço, de fato, tudo com a comunidade. Quando você faz um processo 'com' e não 'para', você diminui muito a chance de erro, né. Então, não é fazer para a pessoa, é fazer com a pessoa. Eu acho que trabalhar com processos colaborativos reais, cara, eu vou atender, sei lá, mulheres altas, esteja com as mulheres altas. Acho que quanto mais próximo você tá do seu público alvo, menor a sua chance de erro. E bater na porta, assim, eu, o que eu acho que o que eu mais faço também é mandar mensagem, bater na porta de pessoas que eu quero trabalhar, sejam fornecedores, sejam influencers, eu faço muito isso. Eu acho que existe muito espaço para quem tem ideias legais, assim, e 'bora', sabe? 'Bora', o clichê, é verdade, mas é verdade que tem que começar. As coisas vão evoluindo, você vai buscar ajuda, você vai ganhar corpo, as coisas acontecem, mas,“bora”.
Depois de acompanharmos os depoimentos da Josi, que lições podemos tirar? O que podemos aprender com ela?
Em todos estes episódios do Meu MEI é um Sucesso, algumas características estão quase sempre presentes nos empreendedores. A persistência, a determinação, o amor, a atividade e a vontade de aprender são algumas delas.
E encontramos todas essas características na Josi. Não desistir, seguir em frente mesmo com as dificuldades, quebrar preconceitos. O problema foi encontrar parceiros, estilistas e costureiras que apoiassem a ideia dela.
A determinação de procurar, ir em busca de alguém, encontrar alguém que dissesse: topo a tua ideia, estou contigo nessa, “vamo junto”.
Imagine o quanto deve ter sido difícil, neste mundo da moda, inserir um grupo de pessoas totalmente marginalizadas, deixados de lado, que nunca ninguém pensou em inseri-los no mundo fashion glamour da moda.
Outra característica no caso do empreendimento, foi que ela resolveu fazer algo em função de uma dificuldade sua, ou seja, resolver um problema que tinha. Não encontrava roupas adequadas por ser “baixinha”.
E, mais uma vez, fica a dica: se você tem um problema, uma dificuldade com alguma coisa que você precisa, ou mesmo que você quer, é bem provável que ali esteja uma grande oportunidade de empreender.
Afinal, será que só você tem este problema? Como a própria Josi diz: Eu não sou a única mulher baixinha neste mundo! Já vimos outros casos semelhantes aqui nesta série.
Ir em busca dos conhecimentos, se aprimorar, conhecer e buscar a formação em todas as áreas. Veja que ela diz que já tinha noção de plano de negócio pelo seu trabalho nas empresas em que atuou e que sabia da necessidade de ter um plano bem estruturado para “saber onde queria chegar”.
Também cita mais de uma vez o Sebrae como um parceiro, o grande impulsionador, onde aprendeu muito, não só sobre plano de negócios, mas sobre marketing e administração geral de sua empresa.
E o Sebrae realmente pode ajudar a qualquer micro e pequeno empresário, tanto para iniciar o seu negócio, quanto para fazê-lo crescer, para fazer com que ele consiga seus objetivos e, efetivamente, seja um empreendimento de sucesso.
A Josi, mesmo antes de empreender, estudou. E algo muito importante: estudou com o seu público-alvo, que era as pessoas baixinhas. Ela fala de conversas com Fernando Vigui, que é um ator, educador, atleta e modelo com nanismo e um dos impulsionadores da defesa da inclusão/inserção, do combate à discriminação destas pessoas.
E ela não só conversou com o Fernando, como adentrou na comunidade dos “baixinhos”, e, ao fazer as coisas, como ela diz, “com a comunidade" e não só “para esta comunidade”, obviamente aumentou em muito a possibilidade de sucesso.
Claro que,, assim estas pessoas realmente se sentiam muito mais sensibilizadas e propensas a adquirirem os seus produtos pois eles haviam modelado, pesquisado e, de certa maneira, produzido juntamente com ela todos aqueles produtos.
Então, fazer com que seus clientes se sintam parte do processo e não apenas consumidores foi de uma importância vital para que ele chegasse onde chegou. E certamente, se assim continuar, pode vir a crescer muito ainda.
E percebe-se que ela não só produz para o consumo do pessoal da comunidade, mas também atua em prol da comunidade, buscando inseri-los dentro de ambientes onde eles eram e ainda são muito discriminados, onde não têm acesso.
E ela, por fazer parte deste público, já que, embora não tenha nanismo, também é bem “baixinha”, logicamente que isto deve lhe proporcionar uma satisfação pessoal muito grande ao ver que estas pessoas, assim como ela, estão se sentindo mais participantes e atores ativos de todo o processo.
Mas, mesmo assim, ela ainda cita a dificuldade com as pessoas “de fora”. Ou seja, quem não faz parte desta comunidade, entendam e aceitem esta participação e considerem “normal”.
Essas pessoas não devem achar que por não terem familiares ou amigos com algum tipo de "diferença", que não existam pessoas que tenham necessidades diferentes. Pode não ser um problema para a pessoa, mas é para a sociedade.
Todos devemos combater qualquer preconceito ou atitude pejorativa em relação à estas pessoas.
A ciência da necessidade de estar legalizada como MEI transmite responsabilidade, profissionalismo e gera credibilidade diante dos clientes. E procurar ajuda de quem pode realmente auxiliar.
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Além disso, você tem outras vantagens ao se formalizar. Todos os entes públicos , tanto federais quanto estaduais e municipais, de uma maneira geral, tem privilegiado muito os micro e pequenos empreendedores formalizados.
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Para saber mais:
Portal do Sebrae: Cursos gratuitos On Line
O que você precisa saber antes de virar MEI
Portal do Empreendedor: Verifique se você atende as condições para ser MEI
Fonte: VIA VOICE FOR FASHION - Vida de MEI
Origem: Canal Empreender
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O foco não está em substituir pessoas, mas em automatizar tarefas repetitivas e ampliar a capacidade humana. Ferramentas de IA tornam possível personalizar atendimentos, prever demandas, criar conteúdos e organizar processos com baixo custo. Como usar IA de forma estratégica: Automatize tarefas administrativas para ganhar tempo e eficiência. Use a IA como assistente criativo para textos, ideias e protótipos. Seja transparente sobre o uso de dados e tecnologia. Combine automação com atendimento humano sempre que necessário. Monitore resultados reais e feedbacks dos clientes. Sustentabilidade prática e novas formas de produzir O consumidor de 2026 está mais atento ao impacto ambiental das marcas, mas rejeita discursos vazios. Sustentabilidade precisa ser prática, viável e integrada ao modelo de negócio. Crescem iniciativas ligadas à bioeconomia, reaproveitamento de resíduos, biomateriais e economia circular. Pequenas empresas têm espaço para inovar localmente, reduzindo desperdícios e criando novos fluxos de receita. Ações possíveis para pequenos negócios: Reduza desperdícios e reaproveite materiais sempre que possível. Priorize fornecedores locais e cadeias curtas de produção. Invista em embalagens biodegradáveis ou reutilizáveis. Crie modelos de refil, reparo, recompra ou reutilização. Comunique de forma clara o impacto ambiental real do negócio. Do descartável ao durável: menos excesso, mais valor A lógica do consumo está mudando: menos quantidade, mais qualidade. Produtos duráveis, multifuncionais e com vida útil prolongada ganham espaço, assim como serviços de manutenção, reparo e pós-venda. Essa tendência fortalece pequenos negócios que apostam em qualidade, relacionamento e fidelização, em vez de volume. Como se adaptar: Desenvolva produtos com maior durabilidade ou múltiplos usos. Ofereça serviços de manutenção, ajuste ou personalização. Crie programas de fidelidade ligados à sustentabilidade. Eduque o cliente sobre uso consciente e descarte correto. Bem-estar, sensorialidade e experiências memoráveis Em um mundo acelerado e hiperconectado, o consumo também se transforma em busca por conforto emocional, prazer e pequenas pausas na rotina. Experiências que despertam os sentidos e criam memórias positivas ganham relevância. Pequenos gestos, ambientes acolhedores e experiências sensoriais simples podem gerar grande valor percebido. Ideias para aplicar: Use aromas, texturas, cores e sons para criar identidade. Crie experiências personalizadas e momentos de surpresa. Associe seus produtos a bem-estar, autocuidado e celebrações do dia a dia. Valorize o contato humano e a experiência presencial. Preparar-se para 2026 é agir agora As tendências de consumo para 2026 mostram que crescer não significa apenas vender mais, mas vender melhor, com propósito, clareza e conexão humana. Pequenos negócios que conseguirem integrar inovação, ética, sustentabilidade e empatia estarão mais preparados para um mercado em constante transformação. Ler os sinais de mudança e agir de forma estratégica é o que diferencia empresas que apenas sobrevivem daquelas que constroem relevância e longevidade. Quer adaptar seu negócio às tendências de consumo de 2026? Acesse aqui o Ebook "Guia de tendências que moldarão o consumo em 2026" e prepare-se para 2026.
Sat Mar 14 00:01:17 BRT 2026
10 ideias de como ganhar dinheiro na internet sem sair de casa
São muitas as oportunidades que o mercado disponibiliza para quem deseja abrir um negócio. Com o avanço da tecnologia, uma janela de possibilidades se abriu para os profissionais que procuram a sua independência financeira trabalhando remotamente. Neste artigo, você vai conhecer 10 alternativas para empreender e começar a entender como ganhar dinheiro na internet sem precisar sair de casa. 1. Ganhe dinheiro como afiliado digital Pode ser que você nunca tenha ouvido falar nesse termo, mas provavelmente você já entrou em contato com um desses profissionais em compras realizadas via internet. Primeiramente, trataremos do afiliado digital, profissional que comercializa produtos em determinado site e é remunerado com uma comissão por cada venda realizada. Sim, muitas empresas disponibilizam suas plataformas para que pessoas se cadastrem como vendedores on-line. Em alguns deles, é possível tirar uma comissão de até 20%! Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae no ano de 2021, considerando uma disponibilidade mensal de 120 horas, o potencial de renda média mensal é de R$ 2.400,00. Para esse tipo de trabalho, deve-se escolher os modelos com o quais você gostaria de trabalhar a divulgação: blogs, loja virtual, redes sociais. Uma dica para a escolha é pensar nas plataformas que você teria maiores facilidades em fazer o trabalho de vendas. Em seguida, busque pelos melhores programas de afiliados para os modelos escolhidos.Criar uma estratégia de marketing digital e colocá-la em prática será o foco do seu trabalho. Para ter sucesso é fundamental gerar tráfego para o seu site, use e abuse de SEO, redes sociais, e-mail marketing e muita, muita técnica. E então? Achou interessante? Antes de iniciar, pesquise bastante. O Sebrae preparou um conteúdo para de ajudar a começar a ganhar dinheiro na internet e se formalizar. 2. Ganhe dinheiro em casa como infoprodutor Já pensou em ganhar dinheiro online compartilhando o seu conhecimento com o mundo? Os infoprodutos se destacam pelo seu caráter facilitador, despertando automaticamente a simpatia do usuário, que enxerga neles uma solução prática para a sua necessidade de adquirir informações com simplicidade. Aomesmo tempo, em termos de venda, os infoprodutos são fáceis de comercializar pela sua adaptabilidade. Assim, é possível adequá-los a diversos tipos de negócio, garantindo a máxima de não colocar todos os ovos da sua empresa em um mesmo cesto. Produtos digitais como e-books estão em alta e são uma ótima oportunidade para quem deseja empreender. Isso porque você só precisa produzi-los uma única vez e pode vender quantas vezes quiser. Livros de receitas? Aulas de música? Dicas de marketing? São infinitas as possibilidades. Pense em algo no qual você é muito bom e invista nisso! Os formatos possíveis para a produção do conteúdo são diversos: e-books, e-magazines, vídeo aulas, audiobooks, podcasts e webnars. Essas são algumas das alternativas para produzir conteúdo sem sair de casa e comercializá-los e ganhar dinheiro na internet. Ficou interessado? Saiba mais sobre infoprodutos nessa cartilha preparada pelo Sebrae. Decidiu começar a produzir e comercializar? Veja como estar em dia com a receita federal ao produzir os conteúdos digitais. 3. Venda cursos on-line sem sair de casa Nosso terceiro tópico trata da venda de cursos online. Esse trabalho é semelhante ao do infoprodutor, pois você também empreende produzindo cursos pela internet. Além do e-book, você oferece cursos on-line voltados para o público interessado no assunto que você domina. É possível, inclusive, vender os dois produtos em conjunto e aumentar o seu faturamento. Uma outra possibilidade interessante é lançar cursos para outros profissionais interessados nesse mercado. 4. Monte uma revendedora e ganhe dinheiro na internet A revenda de produtos não é novidade para ninguém. Todo mundo conhece alguém que trabalha com isso, não é mesmo? Mas hoje em dia essa atividade está se transformando. Isso porque a quantidade de empresas que permitem que isso seja feito de forma totalmente on-line vem crescendo a cada dia. Nos últimos anos, o mercado se expandiu e, agora, vai muito além do comércio porta a porta. Grandes marcas de chocolate, beleza e perfumes procuram pessoas interessadas em negociar mercadorias de modo totalmente virtual. Revender produtos online é uma excelente maneira de montar uma loja virtual e começar a ganhar dinheiro na internet. Além disso, em geral não é necessário investimento financeiro para começar um negócio desse tipo. E aí? Essa opção é para você? Pensando nisso, o Sebrae oferece um curso gratuito te ajudar a montar sua primeira loja virtual. Não perca a oportunidade! 5. Agente de viagem Se você gosta de trabalhar com turismo, essa pode ser uma boa fonte de renda! Você sabia que algumas empresas do setor contratam profissionais para vender seus pacotes on-line? Isso mesmo! A maioria delas oferece um curso básico e um modelo de franquia para quem deseja trabalhar por conta própria, e de casa. Por meio da internet, você capta clientes e recebe uma comissão por cada pacote fechado. 6. Importação Já pensou em lucrar até 300% em um produto? Conhecido como dropshipping, o meio de comercialização de itens importados que tem atraído o interesse de muitas pessoas. Isso porque além da margem de lucro alta, o lojista não precisa de estoque para começar a trabalhar. E como funciona? O profissional atua como intermediário entre o cliente e o fornecedor. A partir de uma conta criada no site da empresa, você começa a vender os produtos sem se preocupar com o estoque nem com a entrega final, pois essas são responsabilidades do fornecedor. É uma ótima alternativa para quem deseja empreender, mas ainda não tem capital para investir. 7. Pesquisas on-line Quanto vale a sua opinião? Essa pergunta pode parecer estranha, mas muitas plataformas de pesquisas on-line pagam as pessoas por suas participações. As empresas contratam esse serviço para saber a opinião do público sobre novos produtos, ou sobre como melhorar aqueles que já estão no mercado. 8. Cuidado com pets Você gosta tanto de animais que até toparia cuidar dos pets de outras pessoas? A procura por esses profissionais tem crescido e aberto uma boa oportunidade para se fazer dinheiro. Atualmente, alguns aplicativos conectam os donos de cachorros a pessoas que possam passear com eles ou mesmo hospedá-los por algum período. Os passeios chegam a custar cerca de R$ 45, enquanto as hospedagens variam entre R$ 20 e R$ 200. 9. Monte um delivery de comida Se as suas habilidades estão relacionadas à culinária, essa é a sua chance de transformar a sua cozinha em um restaurante! Você pode cadastrar o seu negócio em aplicativos de delivery e selecionar a opção de plano com entregador. Assim, você não precisa se preocupar com os custos de entrega ou com a criação de uma loja virtual própria. 10. Serviços e soluções digitais Como não poderia ser diferente, trabalhar com soluções digitais é perfeitamente possível de ser feito de casa. Isso porque, como visto acima, área de tecnologia está em alta e a demanda por mão de obra qualificada não para de crescer. Se a sua especialidade é relacionada à área, essa é uma ótima alternativa para empreender. Alguns exemplos de serviços são: desenvolvimento de sites, criação de softwares e aplicativos e web design. Até mesmo alguns serviços de suporte de informática podem ser realizados de modo virtual. Por fim, sabemos que empreender demanda tempo, conhecimento e persistência. Como vimos aqui, são muitas as oportunidades e diversos os ramos em que você pode atuar de casa e sem precisar de um grande investimento financeiro para começar. Descubra outras ideias e dicas que podem te interessar10 ideias de negócios para ganhar mais de 4 mil reais por mêsAcesse todas as Ideias de Negócios do Sebrae
Sat Mar 14 00:00:46 BRT 2026
Oficinas de empreendedorismo para o ensino técnico e superior
Conteúdos sobre empreendedorismo para aplicação em sala de aula, que contribuem para o desenvolvimento de competências empreendedoras. Acesse ao lado e baixe gratuitamente nossos ebooks.
Fri Mar 13 14:19:36 BRT 2026
Atitudes Empreendedoras e Tipos de Empreendedorismo
Para o estudante Carga horária: 16h Prazo de 30 dias para conclusão Certificado com verificação de autenticidade 100% gratuito
Fri Mar 13 14:19:36 BRT 2026
Startup Garage
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Fri Mar 13 14:19:36 BRT 2026
Apicultura no semiárido: oportunidade de negócio sustentável
O Nordeste apresenta um dos maiores biomas para produção de mel do mundo: o semiárido. O agreste e a Zona da Mata da nordestina – faixa de mata atlântica situada à beira do litoral nordestino –, também são regiões que apesar de serem pouco faladas, possuem alto potencial na produção de pólen e própolis vermelho. A atividade comercial realizada a partir da criação de abelhas chama-se apicultura, um ramo da zootecnia que tem sido uma grande fonte de renda no sertão brasileiro. Por meio desta técnica, é possível extrair produtos como pólen, mel, própolis, geleia real e outros. Propriedades do mel O mel é um produto natural muito nutritivo e com diversos benefícios à saúde. A composição do mel é rica em antioxidantes – substâncias que têm a capacidade de proteger as células contra várias doenças como câncer, Alzheimer e doenças crônicas. O composto também regula os níveis de colesterol e triglicerídeos, o que colabora com a diminuição do risco em contrair doenças cardíacas. Além disso, o mel é indicado para aliviar os sintomas gripais, como tosse, dor de garganta e inflamações. Negócios A criação de abelhas é uma atividade que contribui muito para a preservação de ecossistemas. A presença das abelhas é fundamental para a biodiversidade de um ambiente por causa da polinização. A polinização é o transporte do grão de pólen de uma flor para a sua parte reprodutiva. Esse serviço ambiental das abelhas é responsável pela regeneração de florestas, manutenção da biodiversidade e garantia da produção de muitos alimentos da terra que são de consumo humano. Para o apicultor, o setor da agro apicultura pode oferecer benefícios como: Variedade nas formas de empreender – polinização de ecossistemas, comercialização de produtos, entre outros; Dispensa uma propriedade de terra – a área para instalação de apiário pode ser bem pequena; Produz diversos produtos – mel, pólen, própolis, cera, entre outros; Geração de empregos e fonte de renda no campo – como é um negócio lucrativo, para os apicultores pode ser uma grande oportunidade de renda. Calendários apícolas No Nordeste, existem cerca de nove calendários apícolas, com datas distintas e situações climáticas que se diferem. Para o desenvolvimento da apicultura, segundo o Mestre e Doutor em Apicultura, Afonso Odério, existem dois grandes momentos do ano: a chuva e a seca. A chuva é como se fosse um ponto de partida para a vegetação e a abertura de botões de flores, quando o apicultor deve trabalhar com foco no aumento da produção. Faz parte do processo de seleção natural que na seca o apicultor perca até 20% dos enxames. Bioma nordestino Um dos pontos que caracteriza o Nordeste como bioma de maior potencial de produção de mel do mundo são as suas características específicas. Entre elas, está o fato de a vegetação ser baixa, diferente da Mata Atlântica, por exemplo. Quando a vegetação é mais densa, ela requer mais condições climáticas chuvosas. Logo, o bioma nordestino é definido como vegetação rasteira, fauna e flora que se adaptam ao período de estiagem, diversidade de plantas nativas e espécies que soltam flores. O Sebrae é um dos principais apoiadores do setor da Agro Apicultura no Nordeste, com polo de atuação no município de Petrolina, em Pernambuco. O mercado vasto e crescente de Petrolina na apicultura oferece uma série de mecanismos que favorecem o homem do campo. Quer conhecer mais sobre o tema? Assista o Seminário Uma Oportunidade de Negócio Sustentável, produzido pela equipe do Sebrae de Petrolina. Confira também a nossa cartilha completa sobre Apicultura e Sustentabilidade.
Mon Mar 09 13:45:48 BRT 2026
Posicionamento de marca: o que é e como fazer marketing de comunidade
Se você é um empreendedor e já percebeu que não é eficiente ter uma estratégia de marketing que foque apenas na venda do produto, parabéns! Você está no caminho certo, por onde muitas empresas decidiram trilhar nos últimos anos, investindo mais de R$ 45 bilhões, tudo para poderem aproximar-se ainda mais dos seus clientes, promovendo conexões emocionais e relacionamento de qualidade. É nesse sentido que atua o chamado marketing de comunidade, também conhecido como comunidade de marca, ou seja, de forma voluntária, ocorre o agrupamento de pessoas que desenvolvem relações afetivas com determinado produto ou serviço oferecido por uma marca. Os membros dessas comunidades de marca, unidos pela paixão pelo produto ou serviço que ela oferece, são identificados como brand lovers. Assim, a criação de uma comunidade representa a oferta de um canal para intensificar esse relacionamento direto com os clientes, aproximando ainda mais pessoas e marcas. Ter uma comunidade de marca é ter fãs, muito mais que consumidores. Isso porque clientes satisfeitos tornam-se defensores dela - eles não perdem um conteúdo ou lançamento, anúncio -, numa relação que envolve muitos outros aspectos, além dos comerciais. São esses consumidores que participam de comunidades de marca. Assim, quando o cliente se identifica com os valores da marca, ele encontra na comunidade uma sensação de pertencimento, estabelecendo conexões que o fidelizam. Veja a seguir algumas marcas que possuem comunidades. Starbucks: nesta comunidade, o espaço dos clientes está destinado não só para as conversas sobre o produto, mas também permite que os amantes de café deem ideias de novos produtos e recebam propostas por elas. Sephora: outro bom exemplo de marketing de comunidade é o da marca varejista Sephora, que criou Beauty Talk, um espaço para os consumidores falarem sobre os produtos da empresa, trocarem dicas e comunicarem-se como acharem melhor. Neste caso, a própria empresa está incentivando os clientes a se reunirem em um determinado local e a falarem sobre ela. O resultado disso é o grande número de menções feitas mensalmente à empresa nas redes sociais. Melissa: a marca Melissa também aderiu a essa tendência do marketing de comunidade e desenvolve ações de relação com o seu fã-clube desde 2016, incentivando a cocriação de eventos, participação em debates, encontros para troca de informações, além da apresentação antecipada da coleção e até mesmo para discussões de estratégias e desenvolvimento de produtos. Aproveitando o Mês do Consumidor, a marca lançou o "Dia da Melisseira", com a distribuição de 60 mil vouchers em todos os clubes da marca no Brasil. Raquel Scherer, gerente geral da Melissa, afirma que “é uma tarefa contínua entendermos como estreitar ainda mais a relação com esta comunidade tão grande que possui conexão verdadeira e longeva conosco”. Acompanhe, no infográfico a seguir, dicas para criar e manter a sua comunidade de marca. Busque mais informações no Sebrae pelo número 0800 570 0800.
Sat Feb 07 00:02:43 BRT 2026
Como fazer uma abordagem de vendas
Alguns vendedores acreditam que fechar uma venda se resume a oferecer um produto, vencer todas as objeções de maneira sistemática e guerreira e forçar a decisão de compra. Outros, acreditam que é preciso sufocar o cliente, repassando um monte de informações, mesmo que inúteis, e ainda há aqueles que entendem que nada supera uma boa lábia. É claro que existem vendas e vendas, em alguns casos o cliente está tão propenso a comprar, que ele praticamente já tomou a decisão, e é somente o vendedor falar poucas palavras e partir para o empurrãozinho final. Já, em outras situações, a questão é um pouco mais complexa, porque existem muitas incertezas, o cliente não tem a segurança de que aquela é a melhor compra, ou existem muitas barreiras, algumas estão apenas na mente do cliente e ele não se dispõe a falar de forma muito transparente sobre os motivos que afetam a sua decisão de comprar. Para isso, é necessário saber que o processo que vai proporcionar uma grande eficiência na condução da venda é chamado de abordagem. Ela é o primeiro contato do vendedor com o comprador. É tão importante, que palavras mal utilizadas, ou sem o mínimo de sensibilidade podem gerar uma barreira intransponível, por isso a importância de aplicar técnicas eficientes de abordagem do comprador. Outro aspecto a considerar no momento em que o vendedor entra em ação e faz o primeiro contato é compreender que a abordagem é um processo quase que totalmente emocional e, que além de falar, o vendedor precisa estar muito atento e observar profundamente as reações do cliente. É necessário compreender os sinais positivos ou negativos que este emite através das palavras, da linguagem corporal e especialmente dos olhos, “os espelhos da alma”. Logo, a primeira dica é “olho no olho”. Veja a seguir algumas dicas sobre como o vendedor deve agir ao iniciar o primeiro contato. Inicie o contato da forma mais agradável possível, sem transparecer artificialismo, às vezes até o sorriso pode parecer artificial. Lembre-se de que o outro lado é um ser humano, e não um objeto ou mesmo o valor de uma comissão. Por isso, é importante, se não souber, perguntar o nome da pessoa, a psicologia explica que o nosso nome é um fator muito importante da nossa identidade, por isso tratar as pessoas pelo nome é fundamental no processo de abordagem. Saiba o que falar. As pessoas são diferentes, por isso, tenha uma pequena lista de palavras para utilizar com pessoas diferentes, observe bastante as características do comprador, antes de fazer o primeiro contato. Pessoas falantes precisam que você as deixe falar, tímidos precisam ser estimulados, conservadoras exigem tratamento mais formal, pessoas mais simples precisam que você fale numa linguagem que eles possam entender, e não gostam de muitas informações e de coisas que não entendem, pessoas mais diretas não gostam de perder tempo com muitas explicações. A melhor forma de entender o jeito de iniciar o primeiro contato é, a cada vez que falar, observar as reações do comprador e, se perceber contrariedade ou outros sinais negativos, fazer a mesma fala de forma diferente. Inicie por uma pergunta, cuidando para não parecer agressivo, ou que é mais inteligente e perfeito que o comprador, pois às vezes os vendedores acreditam que os compradores são ignorantes ou idiotas. Por isso, cuidado ao formar uma opinião de cara, apenas observando o comprador, porque vai criar na sua mente uma imagem e você vai acreditar ser verdadeira, lembre-se de que nem sempre a primeira imagem é a real. Faça perguntas abertas. Uma pergunta aberta é aquela em que a resposta não poderá ser um sim ou um não, é aquela em que o cliente deverá falar um pouco mais. As perguntas que têm como resposta somente um sim ou não não iniciam, de fato, um diálogo e, quando isso acontecer, solicite do comprador mais informações, tipo “por que o senhor/senhora acha isso?” Saiba o que não falar. Evite palavras que possam gerar resistência por parte do comprador, especialmente as palavras que possuem negatividade como “o senhor foi enganado pela outra empresa”, ou palavras que podem soar como uma mentira para forçar a venda como promessas que jamais serão cumpridas, palavras que desmentem o que você falou antes ou mesmo palavras que podem passar intimidade como “querida”, “amor”, “minha flor”. O primeiro contato deve ter como objetivo criar um clima favorável para que a venda possa ser realizada numa atmosfera de confiança, respeito e abertura em que ambas as partes, comprador e vendedor, percebam que independentemente de a venda ocorrer nesse momento, outras oportunidades podem surgir. O comprador vai sempre se lembrar do vendedor que proporcionou a criação de um relacionamento longo e duradouro. Empreendedor, você pode desenvolver as suas habilidades de vendas por meio de conteúdos, cursos e ferramentas disponíveis no Portal Sebrae. Aproveite e faça a sua inscrição para os dois cursos EaD que preparamos para você: Como aumentar suas vendas e Como vender mais e melhor.
Sat Jan 31 00:01:47 BRT 2026
Gestão do tempo: como otimizar o uso do seu tempo
Uma boa gestão de tempo pode fazer toda a diferença no dia a dia de um empreendedor e também pode ser uma das chaves para o sucesso a médio e longo prazo. Neste artigo, baseado no podcast Uber Avança, o Sebrae traz dicas de gerenciamento de tempo que podem ajudar a a obter melhores resultados no seu negócio. Ao falarmos de tempo, temos uma certeza: ele é imutável e igual para todos. É impossível esticar os minutos, encolher as horas ou acrescentar mais um dia na semana. Assim, mesmo se não o utilizarmos adequadamente, ele nunca mais voltará. Importante também destacar que não é possível fazer uma gestão do tempo, em si. O que é possível é gerenciar o nosso comportamento frente à forma por meio da qual lidamos com o tempo, no intuito de utilizá-lo de maneira mais eficiente e proveitosa. E compreender que isso irá fazer toda a diferença em nossa vida e em nosso trabalho. Quando se tem prioridades, metas e planos bem definidos, é possível organizar as atividades e encontrar tempo para tudo. Assim, a gestão do tempo vai além de métodos, relógio e velocidade; ela está mais voltada à visão que se tem do mundo, de planos e de desejos. Por esse motivo, cada pessoa tem uma rotina própria, bem como prioridades e sonhos diferentes. Então, analise sua vida, seus objetivos, suas metas, suas prioridades e sua rotina e verifique qual é a média de tempo demandada por cada atividade do seu dia a dia. Se organize com base nesses dados, não se esquecendo de reservar momentos para o lazer, o descanso, a saúde e a família. Tudo que for imprescindível para você deve estar dentro do gerenciamento de seu tempo. Quando administramos bem o tempo gasto com o trabalho, consequentemente beneficiamos todas as outras áreas da nossa vida. Confira algumas dicas a seguir: Defina as suas metas e seus objetivos e depois estabeleça as ações necessárias para alcançá-los. Não existe uma única maneira de organizar o seu tempo. Você só precisa encontrar aquela que melhor se adapta ao seu dia a dia. Importante: não confie na memória. Tenha tudo sempre anotado. Você pode escolher um método simples, como uma agenda ou um bloco de anotações, ou opções que envolvam as tecnologias, como o celular, a agenda de e-mail, os sites e os aplicativos. Classifique a prioridade das ações em função dos resultados que você quer e precisa alcançar. Ou seja, o que é mais importante para que você consiga atingir as suas metas? Planeje o que, onde e quando fazer, bem como quem poderá ajudá-lo, quanto tempo levará e quanto custará. Muitas vezes, quebrar as ações maiores em atividades menores é recomendável, pois isso leva à realização da atividade maior com mais eficiência. Dessa forma, cada etapa pode ser comemorada, para se sentir mais motivado para seguir em frente. No caso das tarefas diárias, você pode fazer uma lista mensal, uma semanal e uma diária com as tarefas importantes, colocando-as em ordem de prioridades. Outro ponto importante a ser destacado são os chamados drenos ou ladrões de tempo. Comportamentos que desviam a atenção ocasionam na perda de minutos ou horas preciosas. Confira: Perfeccionismo: o foco sempre deve estar na excelência dos produtos ou serviços prestados, mas o excesso de zelo e o perfeccionismo podem prejudicar a produtividade, ao se gastar muito tempo com uma atividade específica, em busca de uma suposta perfeição. Dificuldade de filtrar as distrações: conferir as redes sociais a cada cinco ou dez minutos parece não interferir, mas é um grande ladrão de tempo. Por isso, evite essa prática. Reserve momentos para navegar nas redes, se atualizar sobre as notícias e até para bater papo com os amigos, mantendo sua atenção no trabalho durante o período que foi a ele destinado. Não definir prioridades: quando tudo é urgente, nada é urgente. Assim, fazer várias tarefas ao mesmo tempo pode parecer produtivo, mas atrapalha o foco e organização do tempo. Portanto, realizar tarefas por completo, seguindo uma ordem de prioridade podem aumentar a produtividade. Procrastinação: é uma grande inimiga da produtividade. Se trata de um dreno usado para delongar tarefas. Por exemplo, se você tem o prazo de um dia para executar algo, vai buscar fazê-lo em um dia. Se o prazo for de dois dias, a tendência é deixar para fazer no final do segundo dia. Outro exemplo ocorre quando se tem uma tarefa realmente significativa para desempenhar, mas pequenas coisas, menos importantes naquele momento, são colocadas na frente, como lavar a louça, checar as redes sociais. O importante é ter foco e seguir o seu gerenciamento de tempo, de acordo com as prioridades, buscando fugir das distrações. Transforme tudo em hábito: com disciplina, comprometimento e organização, é possível transformar todo o seu planejamento em hábitos. Dessa forma, se internaliza a mentalidade produtiva. É um processo gradativo, mas que é viável e que pode trazer resultados efetivos para sua vida e para os seus negócios. Reforçando: não esqueça dos momentos de descanso e lazer. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é essencial para o sucesso. Com organização e planejamento, é possível ser um empreendedor com ótimos resultados e ter tempo de qualidade para você. Acesse aqui cinco dicas sobre como melhorar o gerenciamento do tempo. Coloque em prática esses conhecimentos e torne seus dias mais produtivos.
Sat Jan 24 00:01:48 BRT 2026
Inteligência emocional e empreendedorismo: uma dupla de sucesso
A inteligência emocional é uma habilidade importante para qualquer pessoa, especialmente para os empreendedores. Ela se refere à capacidade de reconhecer e gerenciar as próprias emoções e as emoções dos outros, e pode ajudar os empreendedores a tomar decisões mais eficazes, a construir relacionamentos mais saudáveis e a lidar com o estresse e o fracasso de maneira mais positiva. Uma das principais vantagens da inteligência emocional para os empreendedores é a capacidade de tomar decisões mais eficazes. Os empreendedores precisam tomar decisões rapidamente e frequentemente, e a inteligência emocional permite que eles façam isso de maneira mais consciente e equilibrada. Ao reconhecer suas próprias emoções e as emoções dos outros, os empreendedores podem evitar a tomada de decisões impulsivas e tomar decisões mais informadas e equilibradas. Outra vantagem da inteligência emocional para os empreendedores é a capacidade de construir relacionamentos mais saudáveis. Os empreendedores precisam construir relacionamentos fortes com clientes, parceiros e colaboradores, e a inteligência emocional permite que eles façam isso de maneira mais eficaz. Ao reconhecer e gerenciar as emoções dos outros, os empreendedores podem se comunicar de maneira mais clara e construir relacionamentos mais confiáveis e duradouros. Além disso, a inteligência emocional também pode ajudar os empreendedores a lidar com o estresse e o fracasso de maneira mais positiva. O empreendedorismo é uma jornada desafiadora, cheia de altos e baixos, e os empreendedores precisam ser capazes de lidar com esses desafios de maneira saudável. A inteligência emocional permite que os empreendedores reconheçam e gerenciem o estresse de maneira eficaz, além de serem capazes de aprender e crescer a partir do fracasso. Desenvolver a inteligência emocional é um processo contínuo que requer consciência, prática e dedicação. Algumas das maneiras de desenvolver a inteligência emocional incluem: Praticar a auto-consciência: isso envolve reconhecer e compreender suas próprias emoções e como elas afetam suas ações e decisões. Pode-se fazer isso através de meditação, diário de reflexão, entre outras técnicas; Aprender a controlar e expressar suas emoções de maneira saudável: Isso pode ser feito através de técnicas de relaxamento, como yoga ou tai chi, ou através de terapia; Desenvolver habilidades de empatia: isso envolve tentar entender e se relacionar melhor com as emoções dos outros. Pode-se fazer isso através de práticas como ouvir ativamente e colocar-se no lugar do outro; Buscar educação e treinamento: há muitos cursos e programas disponíveis para ajudar as pessoas a desenvolver suas habilidades de inteligência emocional; Buscar orientação de mentores ou terapeutas: eles podem ajudar a trabalhar através de questões emocionais específicas e fornecer feedback e orientação; Incorporar a inteligência emocional no dia a dia e praticar constantemente, a fim de torná-la uma parte natural do seu comportamento. É importante lembrar que o desenvolvimento da inteligência emocional é um processo contínuo e requer tempo e dedicação. Não há uma "fórmula mágica" para desenvolver a inteligência emocional, e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. É importante encontrar as técnicas e estratégias que funcionam melhor para você e incorporá-las em sua vida diária. A inteligência emocional também pode ser desenvolvida no ambiente de trabalho, promovendo a comunicação eficaz, a colaboração e a resolução de conflitos. Os líderes e equipes podem trabalhar juntos para estabelecer metas e objetivos claros, e criar um ambiente de trabalho positivo e saudável. Os empreendedores podem aplicar técnicas de inteligência emocional para gerenciar a sua equipe, promovendo a motivação e a satisfação no trabalho. Eles podem fazer isso através da criação de oportunidades de desenvolvimento de carreira, reconhecimento de desempenho e estabelecimento de metas claras. Além disso, é importante lembrar que a inteligência emocional não é apenas sobre reconhecer e gerenciar suas próprias emoções, mas também sobre reconhecer e gerenciar as emoções dos outros. Os empreendedores precisam ser capazes de liderar e inspirar equipes, e a inteligência emocional é essencial para fazer isso de maneira eficaz. A inteligência emocional é uma habilidade importante para qualquer pessoa, especialmente para os empreendedores. Ela pode ajudar os empreendedores a tomar decisões mais eficazes, construir relacionamentos mais saudáveis e lidar com o estresse e o fracasso de maneira mais positiva. O desenvolvimento da inteligência emocional requer consciência, prática e dedicação, e pode ser feito através de técnicas como a autoconsciência, gestão das emoções, empatia, educação e treinamento, orientação de mentores ou terapeutas, e incorporando a inteligência emocional no dia a dia. Saiba mais: Curso A liderança na gestão de equipes Curso Como administrar um pequeno negócio Artigo criado a partir do conteúdo do Blog Sebrae PR
