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Empreendedorismo | EMPRESA
Protagonismo feminino está no DNA da Lígia Raquel moda autoral

Produzindo peças únicas a partir do trabalho manual com bordadeiras, a empreendedora natural de Caruaru pretende expandir para outros estados

· 10/11/2022 · Atualizado em 28/11/2022
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    Lígia Raquel, vencedora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, sempre teve uma paixão pela moda autoral e pelo bordado. Em 2018, finalmente começou a sua marca, de mesmo nome, com identidade voltada para o resgate do bordado pernambucano de forma contemporânea e com o seu próprio conceito. O empreendimento é composto pela gestão de Lígia e por bordadeiras da cidade de Passira, que fazem tudo de forma manual. Natural de Caruaru, Lígia já sonha em expandir sua loja para Porto Alegre e São Paulo, levando o trabalho local adiante.

Antes de ter sua marca de moda autoral, em 2013 começou a vender hidratantes e roupas para ter uma renda extra. Foi quando criou uma loja online e, após algumas dificuldades, decidiu buscar aprendizado. “Por falta de experiência e de capital, muita mercadoria ficou parada em estoque e eu fiquei sem dinheiro, já que o investimento era todo meu”, explicou.

    Em seguida, a empreendedora focou na área de Engenharia de Produção, sua área de formação, e começou a trabalhar em uma empresa privada, onde ficou por quase dois anos. “Tive a oportunidade de aprender muito. Achei que esse era o momento de ir para o mercado, aprender e, quando Deus quisesse, retomar o meu sonho e empreender com mais maturidade e experiência”, relatou. Em 2017, Lígia achou que era hora de seguir sua paixão pela moda e buscou conhecimento sobre modelagem, costura e tudo relacionado à área.

    A relação de Lígia com o Sebrae vem desde 2013, com a abertura do seu MEI, cursos (como o Empretec), suporte e direcionamento de empreendedorismo. Ela também passou por duas incubações, no Marco da Moda (do NTCPE) e no Caruaru Mostra o Mundo. “O Sebrae certamente foi uma grande base onde pude me profissionalizar, me capacitar e encontrar profissionais da área, bem como direcionamentos para que eu pudesse estar onde estou. A cada projeto que eu participava, o Sebrae estava lá, me apoiando”, comenta.

    Hoje, a mão de obra utilizada para a produção das peças da LR é composta por nove mulheres de Passira, reunidas pela criação de uma célula no Sítio Tamanduá, na zona rural da cidade. Todas as peças são creditadas às bordadeiras. “Foi graças a parceria da LR, da Prefeitura de Passira e do Núcleo Gestor de Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE) que pudemos dar segurança e trabalho digno a elas”, explica Lígia.

    Quanto ao diferencial da marca, Lígia explica que seu produto não é apenas uma peça de roupa, pois traz a história do trabalho manual pernambucano de mulheres que aprenderam a bordar com suas mães e avós, ajudando-as a se empoderar através dele e tendo suas vozes ouvidas. “É a materialização desse resgate cultural e do protagonismo feminino”, conta. Além disso, para Lígia, o bordado também traz uma memória afetiva materna: “A minha mãe sempre foi muito vaidosa e gostou de peças diferentes. Ela faleceu em 2006, mas eu gosto de traduzir quem ela era nos meus produtos. Herdei dela a paixão pela moda e pelo bordado”.

    Agora, Lígia pretende ser mentora de mulheres que estão iniciando ou querem empreender com moda, principalmente voltada para o seu segmento. “Quero ajudar outras mulheres com seus próprios negócios a partir da minha trajetória”. Já em relação a sua empresa, o próximo passo é levar o trabalho manual pernambucano para mais outros estados.


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