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Inovação | SUSTENTABILIDADE
Inteligência territorial: como empreender nos biomas brasileiros

Estudo produzido auxilia em estratégias de negócios sustentáveis nos biomas Amazônia, Caatinga e Cerrado

· 17/02/2022 · Atualizado em 24/02/2022
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Você sabia que os  ganhos de produtividade na agropecuária brasileira dependem não somente de recursos tecnológicos e apoio empresarial, mas também do uso racional e otimizado dos recursos naturais?  É o que aponta o projeto “Biomas brasileiros e desenvolvimento sustentável”, conduzido pela FEALQ e Instituto Fórum do Futuro, em parceria com o Sebrae.

Produzido ao longo de 2021,  o estudo surgiu com objetivo de gerar conhecimento científico para fomentar e apoiar ações de desenvolvimento territorial sustentável, beneficiando pequenos negócios rurais, empreendimentos industriais e prestadores de serviços, baseados na cadeia de valor de alimentos e bebidas.

Por meio de estudos de análise territorial, foi possível gerar informações sobre as características e dinâmicas espacial, socioeconômica e produtiva do meio rural , além de fazer um levantamento sobre as condições do meio físico, aptidão agrícola, infraestarutura, irrigação e conectividade.

Por isso, para se destacar nos pequenos negócios integrados à cadeia de valor de alimentos e bebidas, além do agronegócio, te convidamos a conhecer , por meio da inteligência territorial, as potencialidades dos biomas tropicais. Dessa forma, é possível garantir uma ampliação agropecuária alinhada com as demandas de mercado e a geração de trans­formação sustentável.

Amazônia

O bioma abrange 50% do território brasileiro e comporta a maior floresta tropical úmida do mundo. A agropecuária se destaca em parte dos municípios do norte do Mato Grosso e nos municípios de Urucará e Codajás, no Amazonas; Pimenteiras e Castanheiras, em Rondônia e Ulianópolis; e Bannach e Limoeiro do Ajuru, no Pará.

Entre os anos de 2006 e 2017, houve um aumento do número de estabelecimentos rurais, com destaque para Amapá e Roraima.  Os melhores índices de aptidão agrícola (qualidade do solo, clima e vegetação) estão no Amazonas e Pará, os quais apesentam fundamental importância para manutenção da biodiversidade do bioma.

Os estados com melhores infraestruturas agropecuária são Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão. São também os que apresentam os melhores indicadores de qualidade energética. No que toca ao transporte, destacam-se Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Em relação à conectividade rural, Tocantins e Maranhão têm melhores coberturas 3G e 4G.  

O projeto indicou , ainda, que nesse bioma existe potencial para adoção da agricultura irrigada, desde que ocorra de forma sustentável, sem o comprometimento de recursos naturais.

Os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), que contribuem para o aumento da produtividade, elevação dos níveis de renda, melhoria das condições de vida das comunidades e qualidade de produtos e serviços rurais, aumentaram na maioria dos estados. Roraima foi o mais positivamente impactado, com um incremento de 195%.

Caatinga

Marcados, em sua maioria,  pelo clima semiárido, os estados que abrangem a Caatinga apresentam um valor adicionado bruto da agropecuária mais baixo em comparação aos demais biomas. As pastagens se concentram na Bahia, em Pernambuco e no Ceará. Já a agricultura é mais praticada na Bahia, no Ceará e no Rio Grande do Norte.

A região com melhores índices de aptidão agrícola é a porção central da Bahia. Também é no entorno da calha do Rio São Francisco, entre os estados de Minas Gerais e Ceará, que estão as melhores condições de solo do bioma. Em relação à infraestrutura agropecuária, Alagoas, Minas Gerais e Sergipe têm os melhores índices. Já no setor energético, Alagoas e Sergipe se sobressaem.

Devido à escassez de água, a adoção da agricultura irrigada potencializa a capacidade produtiva do bioma, desde que utilizada de modo sustentável. Os estados mais acesso a esse recurso são Bahia, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Em relação à conectividade, 56,45% do bioma tem alta cobertura de 3G e 4G, com destaque para Minas Gerais (66,57%). Já a Bahia tem o maior percentual de área sem sinal (35,50%). As melhores conexões via satélite (VSTA) ocorrem na Bahia, com destaque para a região oeste do estado. Paraíba, Ceará, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte também utilizam esse serviço em locais mais remotos do semiárido ou na faixa litorânea, onde há baixa penetração das tecnologias 3G e 4G. Os estados com uma cobertura de Assistência Técnica e Extensão Rural mais ampla são Bahia, Piauí e Minas Gerais.

Cerrado

O bioma é o segundo em extensão e apresenta de baixa a média aptidão do meio físico. Se destaca o relevo de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Observa-se a pastagem (31,4%) e cultura agrícola (12,1) como os principais uso do solo.

As lavouras temporárias, especialmente voltadas para a produção de grãos, estão mais centradas no oeste de Minas Gerais, Bahia e no leste do estado de Goiás. Entre os anos de 2006 e 2017 houve ampliação do número de estabelecimenos rurais, especialmente no noroeste de Goiás e Minas Gerais.

A agropecuária se sobressai nos municípios que compõem a região do Matopiba (região formada por áreas majoritariamente de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), especialmente oeste da Bahia e sul do Maranhão e Ceará. Também é relevante nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará.  

Dos três biomas, esse é o que apresenta melhor infraestrutura agropecuária, com destaque para o Distrito Federal e os estados de São Paulo, Goiás e Paraná. No indicador “energia”, se sobressaem Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Goiás.

Assim como na Caatinga, a expansão da agricultura irrigada pode ser importante para garantir a produtividade e a estabilidade da produção, uma vez que as chuvas são esporádicas ao longo do ano. No entanto, assim como nos demais biomas, necessita de cautela para o uso racional dos recursos hídricos.

Em relação à conectividade rural, são nas porções de cerrado dos estados do Pará e de São Paulo que existem as melhores coberturas 3G e 4G. A cobertura pela Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) cresceu em Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O maior incremento foi visto no estado Piauí.

Acesse o estudo dos biomas na íntegra!

Acesse o estudo sobre biomas do DataSebrae


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