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Mercado e Vendas | ANÁLISE DE TENDÊNCIA
A história inspiradora de uma Trancista profissional

Proprietária de salão especializado em tranças do Rio Grande do Norte conta como foi sua formação profissional para ser uma trancista

· 24/02/2023 · Atualizado em 22/08/2023
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Perto de concluir o ensino médio, a jovem potiguar Elderlanne Tibiano ainda não tinha decidido qual área seguir após terminar os estudos. Em meados de 2013, ela já havia vivenciado experiências profissionais, como vendedora de loja, atendente de lanchonete, recepcionista em clínicas, mas nada disso a satisfazia totalmente.

 Inicialmente, ela se matriculou em um curso técnico de saúde bucal, pois pretendia começar uma carreira na área de Odontologia. Após concluir o curso e ter as primeiras oportunidades em consultórios, ela percebeu que não se via atuando nesse mercado de trabalho. 

 Nessa época, Elderlanne já fazia dreads, uma técnica de tranças para cabelo afro, no próprio cabelo e no das amigas. Foi quando ela teve a ideia de compartilhar nas redes sociais um pouco do que, até então, era apenas um hobby. Dessa forma, ela começou a atender as primeiras clientes, mas ainda não imaginava viver totalmente disso. 

 “Eu achava que estava fazendo dreads para depois conseguir um emprego formal em uma clínica, já que eu era formada em saúde bucal. Foi quando eu percebi que as pessoas estavam me procurando muito para fazer as tranças e aí decidi me aperfeiçoar mais nisso”, contou na palestra online “O que é ser trancista”, que foi transmitida no canal do Sebrae do Rio Grande do Norte no YouTube.

Em busca de profissionalização, Elderlanne conheceu Alexandra Nara, a única profissional que ensinava técnicas de tranças em cabelo afro na cidade de Natal. “De origem africana, a Alexandra veio de Guiné-Bissau e passou um tempo aqui trançando cabelos como forma de renda, e desenvolveu aulas para ensinar pessoas que queriam aprender aquelas técnicas. Ela me deu a base necessária para ser uma trancista profissional”, ressaltou. 

Depois, a jovem começou a pesquisar novas técnicas para aprender, mas encontrou algo muito maior: a cultura afro. “Em 2017 eu descobri que o mundo afro é gigantesco. Comecei a reparar que muitas clientes estavam deixando de alisar o cabelo e enfrentando uma transição capilar. Eu também resolvi viver essa experiência e isso fez com que eu me redescobrisse enquanto mulher negra”, lembrou. Foi assim que nasceu o Espaço DreadLooks, o primeiro salão de beleza especialista em tranças e tratamentos para cabelo afro de Natal.

Em busca de mais aperfeiçoamento, Elderlanne fez cursos em empresas do Rio de Janeiro, que são referências no segmento de tranças, como a Esponja Medic, marca de produtos e serviços para cabelo afro, e o Ateliê Badu, salão de beleza fundado por Esther Gomes, profissional que é conhecida por empoderar mulheres negras através das tranças. 

Além de aprender técnicas de tranças, Elderlanne passou a ter contato com a cultura afro e, ao voltar para Natal, decidiu levar esses aprendizados para o Espaço Dreadlooks. “Aqui, a gente sempre conversa com as pessoas sobre racismo, apropriação cultural e outros temas importantes para o empoderamento dos negros”, contou a empresária.

De acordo com a profissional, ser trancista exige conhecer a história da cultura afro. “Quando os negros chegavam ao Brasil para serem escravizados, a primeira coisa que faziam com eles era raspar os cabelos como forma de apagar a identidade de todos, pois as etnias eram identificadas através do modelo de trança utilizado nos cabelos”, explicou.

Como forma de resgatar essa identidade, algumas técnicas foram batizadas com os nomes de algumas etnias, como é o caso das tranças Nagô e Fulaní. “Na Àfrica, o ato de trançar os cabelos ainda é considerado um ritual. Lá não existe um curso onde alguém se forma e vira um profissional. As pessoas aprendem as técnicas de tranças com suas próprias vivências”, acrescentou.

“Ser trancista vai além do status de profissional e afroempreendedor, pois carregamos a responsabilidade social de ser uma profissão de gente preta e isso ainda é visto com maus olhos pela nossa sociedade. Existe muita desinformação e preconceito e cabe a nós ajudar a combater tudo isso”, finalizou.

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