Optar por exibir um visual vanguardista faz a beleza avançar no tempo e se adequar a uma nova época
Que os cabelos embelezam e são usados como ferramenta de atração, todo mundo sabe. Mas, ao longo da história, os estilos e cortes inovadores muitas vezes serviram para demarcar territórios, mostrar posicionamento e até mesmo resistir ao poder dominante. Se a palavra de ordem da sociedade é uniformidade, escolher uma imagem diferente é uma decisão carregada de simbolismo. Como ser mais individual do que ostentar, literalmente, a não conformidade no alto da cabeça?
Assumir um visual diferente é levar o empoderamento ao mundo. Várias mulheres marcaram época ousando adotar um cabelo que contava uma história. Aqui, seguem cinco episódios em que isso aconteceu:
O longo é, e sempre foi, sinônimo de feminilidade. Cortar os cabelos é, também, passar a tesoura com uma imagem que se espera de uma mulher, assumir que o padrão de beleza da maioria não serve para todas. Nos anos 20, entre a primeira e a segunda grandes guerras, as mulheres que, afinal, passaram anos difíceis segurando as pontas enquanto os homens lutavam decidiram abraçar uma das praticidades até então reservadas a eles. As melindrosas souberam ser sexy e ostentar cabelos curtos, na mesma imagem. Quatro décadas mais tarde, uma modelo, Twiggy ,adotava o mesmo corte para dizer que os paradigmas estavam mudando. Daí em diante, olhar uma nuca exposta ou uma cabeleira até a cintura, como usam os roqueiros, não diz nada sobre gênero sexual ou posicionamento político.
Black is Beautiful partiu de uma simples constatação para uma movimento político e social nos EUA dos anos 50 e 60. A coragem e a força de homens e mulheres ganhou todas as cabeças e se tornou evidente em quem tinha cabelos crespos e volumosos, até então alisados, emplastrados e presos. Donos de fios que viviam teimando escapar dos penteados ganharam voz e gritaram que queriam ser rebeldes e livres como os seus cabelos. Ancestralidade e ressignificação étnica no lugar de racismo não é apenas receita de beleza, mas também de justiça social.
Na mesma linha do item anterior, conforme ocorria a evolução tecnológica, gel, cuspe e pente fino passaram a ser substituídos por processos químicos e alisamentos traumáticos, se não para quem não pudesse se reconhecer no espelho, para os próprios fios do cabelo. A ditadura do liso nunca foi nada mais do que não aceitação, seja de si mesmo ou de toda uma raça. Essa pode ter sido a grande revolução estética dos nossos tempos (ao lado do próximo ponto): pessoas assumindo ser como são e tendo orgulho disso. Cabelos crespos ou cacheados dizem muito a respeito da identidade e mais ainda sobre a autoaceitação das pessoas que jogaram fora fórmulas, posicionamentos pessoais e vergonha e decidiram parar de gastar tempo, dinheiro, energia e saúde em busca de negar a si mesmos. Os fios dos anos 20 do nosso século são mais íntegros e saudáveis, como as cabeças onde se assentam.
O último bastião do preconceito, talvez, seja o ageismo. Vivemos em um mundo que privilegia os jovens e desestimula a experiência. Mulheres maduras decidiram assumir seus fios grisalhos, algo que os homens, por não sofrerem a mesma forma de objetificação, sempre fizeram. O visual de quem se sente confortável na própria pele já era uma tendência, mas a pandemia acelerou de forma exponencial a busca por autenticidade, saúde ao invés de cosmética e liberdade no lugar de aprisionamento a velhos padrões estéticos. Nunca o bem-estar foi tão importante, e da mesma forma, jamais o superficial tão rechaçado.
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