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Mercado e Vendas | CONSUMIDOR
Produtos para modelar e trançar cabelos tem comercialização proibida

Produtos para modelar e trançar cabelos causam problemas em consumidores e tem sua comercialização proibida pela Anvisa

· 04/04/2023 · Atualizado em 25/08/2023
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu alerta e proibiu preventivamente o uso e a venda de pomadas para trançar cabelos e modelar penteados após denúncias sobre reações químicas, causadas nas pessoas que utilizaram esses produtos.

Durante a vigência desta medida, Resolução RE n° 475, de 9 de fevereiro de 2023, nenhum lote, seja ele nacional ou importado,  de qualquer desses produtos poderá ser comercializado e não deve ser utilizado por consumidores e profissionais de beleza. A medida abrange todas as pomadas que estiverem no comércio brasileiro e vale tanto para as fabricadas no Brasil quanto para as importadas. Enquanto durar a apuração da agência, a venda de todas as 3.154 marcas de pomadas (nacionais e importadas) para trançar, modelar e fixar cabelo segue proibida no país.

A interdição cautelar é uma medida preventiva e temporária para proteger a saúde da população e permanece vigente enquanto são realizados testes, provas, análises ou outras providências requeridas para a investigação e a conclusão do caso. Profissionais da área médica e especialistas também avaliam como prudente a decisão de suspensão temporária da Anvisa.

A orientação da Anvisa para os profissionais, salões e comércio em geral é que: Não utilizem esses produtos em nenhum cliente e não comercializem esses produtos enquanto a medida estiver em vigor. Lembrando que o manuseio do produto também pode trazer risco aos aplicadores. Não houve determinação de recolhimento de todos os produtos, até meados de fevereiro.

A decisão foi resultado de uma avaliação de risco realizada pela Anvisa e foi adotada tendo em vista o aumento do número de casos de efeitos indesejáveis graves associados ao uso desse tipo de produto. Entre os eventos relatados pelos usuários estão cegueira temporária (perda temporária da visão), forte ardência nos olhos, lacrimejamento intenso, coceira, vermelhidão, inchaço ocular e dor de cabeça. Nas redes sociais é possível encontrar facilmente publicações de pessoas que afirmam ter sentido todos esses sintomas. 

Como é possível observar, existe um ponto em comum entre os relatos: o contato com água da chuva, praia ou piscina, que aparentemente faz o produto escorrer em direção aos olhos. Outra coisa que chama atenção é que essas reações não estão restritas a apenas uma marca, mas à maioria delas.

Até o momento não há determinação de recolhimento geral, mas estes produtos não poderão ser comercializados.

Procuradas pela imprensa, as marcas fabricantes de pomadas para trançar cabelos afirmam se esquivam das acusações e respondem que na embalagem consta que o produto não pode ter contato com os olhos. Coincidentemente, nenhum desses produtos possui registro na Anvisa.

Em março do ano passado, a Anvisa já havia proibido uma marca de comercializar, distribuir, fabricar, fazer propaganda e utilizar pomadas modeladoras após aparecerem denúncias de lesões nos olhos de consumidoras. Após recolher a pomada do mercado, a agência reguladora abriu uma investigação sobre o caso.

Relatos

No início de 2023, a influenciadora carioca Bielle Elizabeth, de 29 anos, publicou um vídeo nas redes sociais onde afirma ter sofrido uma cegueira temporária depois de aplicar uma pomada modeladora para finalizar um penteado.  “Após usar o produto, fui para um evento e cheguei a tomar chuva enquanto estava a caminho. Acredito que nesse momento o produto tenha escorrido e tido contado com os meus olhos. Quando cheguei ao local de destino, comecei a sentir muita dor. Decidi lavar os olhos, pois cheguei a pensar que fosse consequência da maquiagem, mas mesmo assim a dor continuou e até piorou”, lembra.  Ao ser examinada em um hospital, ela descobriu que estava com as córneas queimadas após realizar um exame oftalmológico. “A médica me explicou que aquilo era uma reação química da pomada e me contou que naquela mesma semana havia atendido cerca de 150 pessoas que tiveram o mesmo problema após utilizar pomada para trançar cabelo”, conta a influenciadora.

Thaynan Martins, do Rio de Janeiro, também sofreu uma reação química após trançar os fios com uma pomada modeladora. Dois dias depois, na praia, começou a sentir os primeiros sintomas. Na manhã seguinte, ela conta que suas pálpebras pareciam coladas e só voltaram ao normal após três dias aplicando colírio.

Existem relatos de mães que usaram o produto para fazer tranças em cabelos de crianças, como conta a trancista Adriele Kelen, de Belford Roxo (RJ), que viu o filho Arthur de apenas três anos ficar com as pálpebras inchadas. Ela conta que os olhos do menino começaram a ficar irritados após ele tomar banho de piscina um dia depois de usar o produto.  

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