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Empreendedorismo

Mulher não pode liderar o negócio da família?

Pode, sim, e ainda faz o trabalho ser reconhecido com o selo de Indicação Geográfica!

Mulher não pode liderar o negócio da família?
· 09/02/2023 · Atualizado em 26/04/2023
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Desde jovem, Eliane acompanhava a família no plantio da banana, tradição iniciada por seu pai, que plantou 3 mil pés na década de 1970, em Corupá (SC). Ela participava dos mutirões que os familiares faziam com os vizinhos e amigos para ajudar no plantio e na colheita, mas foi só em 2004 que começou a se dedicar profissionalmente à produção, depois de ter deixado a cidade para estudar ciências biológicas.

Valorização do produto

Como a plantação é feita em terreno montanhoso, a cerca de 450 m acima do nível do mar, as bananeiras pegam menos sol e, com o inverno rigoroso, os frutos passam por um processo de escurecimento da casca, o que fazia com que perdessem certo valor de mercado. Porém, apesar da casca, um pesquisador que esteve na região constatou que a banana de lá era a mais doce do Brasil.

“A partir desse momento, começamos a trabalhar com a comunidade. Da casca escura para a banana mais doce do Brasil. Isso foi um processo de 14 anos. Por que levou tanto tempo? Porque tínhamos que mudar a cabeça do produtor que aceitava ganhar menos por não acreditar que a nossa fruta tinha o mesmo valor.”

Processo de certificação

Em 2012, participando de um evento de fruticultura em Brasília, Eliane conheceu uma consultora do Sebrae que fazia um trabalho de valorização do melão e que também se interessou pelo caso da banana de Corupá. “Ela me falou: o Sebrae vai te visitar. E veio mesmo, pesquisou quais produtos catarinenses eram passíveis de Indicação Geográfica. Ficamos entre os três primeiros.” Assim, começou em 2014 o processo de certificação da banana da região e de reconhecimento da qualidade do produto, vinculada à sua origem.

Hoje, a propriedade da família da Eliane tem 40 mil pés de banana plantados, e são colhidas, em média, 1,1 mil toneladas da fruta por ano. Ela diz que o reconhecimento do valor da banana de Corupá beneficiou toda a região, hoje rica em agroindústrias, o que gerou aumento significativo no número de empregos e na renda das famílias.

"O Sebrae nos traz a experise de empreender. O pequeno agricultor sabe produzir da porteira para dentro. O Sebrae nos capacita e nos torna fortes para sermos competitivos na venda dos nossos produtos."


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