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Inovação | INOVAÇÃO
O modelo alemão para o desenvolvimento da indústria 4.0

Saiba como o país foi pioneiro no processo de desenvolvimento tecnológico do setor.

· 02/02/2018 · Atualizado em 20/05/2023
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O termo Indústria 4.0 foi utilizado pela primeira vez na Alemanha em 2011, durante a Hannover trade fair, definindo o processo de desenvolvimento tecnológico da indústria.

 

A utilização de softwares que possibilitam a conexão entre hardwares e máquinas, com informações de demanda, controle de fabricação e outros itens formariam, então, a chamada Indústria 4.0.

Devido ao seu pioneirismo e avanço nas políticas, pode-se considerar a Alemanha como um benchmarking internacional no apoio ao desenvolvimento da Indústria 4.0. Outros países, como Estados Unidos e Japão, também têm desenvolvido essas tecnologias industriais, mas será apresentado em seguida.

O principal ponto da política alemã para o desenvolvimento da Indústria 4.0 é o engajamento das empresas, associações e academia nas discussões. O governo criou a Plattform Industrie 4.0, lançada em 2013, com o objetivo de garantir e expandir a posição de liderança internacional da Alemanha na indústria manufatureira.

Representantes da política, negócios, ciência e sindicatos apóiam a plataforma. Juntos, eles desenvolvem uma compreensão básica uniforme da Indústria 4.0, trazem-na ao público e iniciam uma discussão social.

Os trabalhos técnicos e de conteúdo da plataforma são de responsabilidade de seis grupos de trabalho compostos por especialistas de empresas, associações, conselhos de trabalhadores e cientistas que desenvolvem conceitos, soluções e recomendações pré-competitivas sobre temas-chave da Indústria 4.0 - desde padronização e segurança de TI até dimensões econômicas, legais e sociais. 

Os GTs foram criados para os temas de padronização, segurança de sistemas, legislação, pesquisa e treinamento. Nos grupos, os participantes buscam apresentar soluções e recomendações de ações.

Um grupo estratégico também coexiste, sendo formado por representantes de diferentes ministérios, associações e academia para atuar como líder e multiplicador do debate político-social sobre a Indústria 4.0.

A assistência às pequenas e médias empresas é realizada nas ações do programa Plattform Industrie 4.0. Entre as ações vigentes, estão a rede de laboratórios da Indústria 4.0, o Conselho de padronização da Indústria 4.0, e o modelo de referência em arquitetura da Indústria 4.0 (RAMI 4.0).

Os laboratórios possibilitam que as pequenas empresas testem novas tecnologias para sua inserção na Indústria 4.0; enquanto o Conselho discute as normas e padrões e o RAMI 4.0 oferece orientação em diferentes áreas para o desenvolvimento e aplicação das normas.

Os Centros de excelência Mittelstand 4.0 são os principais centros para geração de informação e treinamento, além de possibilitar testes de aplicações da Indústria 4.0.

Os centros são financiados pelo governo, e possibilitam que as fábricas testem as suas próprias aplicações antes de institucionalizarem internamente. O trabalho dos centros tem a parceria das Agências Mittlestand 4.0, as quais proveem informações sobre computação em nuvem, comunicação, comércio, e outros temas para a digitalização das empresas.

A disponibilidade de testbeds (plataformas de experimentação que reproduzem a realidade) nos centros de excelência são um apoio a mais que é disponibilizado às pequenas e médias empresas para testes relacionados à produção e logística.

A Alemanha também tem realizado diversas parcerias internacionais não somente na Europa, mas também com atores de outros continentes. Na Europa, foi elaborado um plano de ação conjunta com a Aliança da indústria do futuro da França, com quatro pontos de ação.

Entre eles, estão o desenvolvimento de cenários e aplicativos de acordo com a necessidade dos clientes, e o estabelecimento de centros de teste para uso mútuo. A participação no fórum europeu, chamado Digitalizando a indústria europeia, tem a presença do país como protagonista.

Fora da Europa, um memorando de entendimento foi assinado com a China em 2015 para cooperação em Indústria 4.0 no tema de normas e padronização. O programa também fez parceria com o Consórcio da Internet Industrial dos Estados Unidos.

Em 2016, foi assinado um acordo de cooperação em internet das coisas e Indústria 4.0 com o Japão, para a cooperação no trabalho conjunto em normas internacionais.

Em 2017, o mesmo parceiro assinou a Declaração de Hannover, apresentando resultados como a estratégia para uma cooperação mais sólida com órgãos internacionais de normatização, e o suporte mútuo às pequenas e médias empresas com interesse nos mercados do outro parceiro, e novos temas de cooperação como o treinamento para automação e conectividade. 

Essas parcerias demonstram que os esforços para o desenvolvimento industrial de um país, depende não somente de sua iniciativa e investimento na área, mas também nas parcerias. E mesmo o país considerado mais avançado no tema se furta de parcerias internacionais para alcançar níveis ainda mais altos de desenvolvimento.

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