A tecnologia vestível (wearable technology), aplicada aos EPIs, eleva os sensores eletrônicos de segurança a uma nova geração

No setor da construção civil, a tecnologia vestível (wearable, em inglês) é um conjunto de dispositivos eletrônicos incorporados a roupas, capacetes, cintos, relógios e outros acessórios que facilitam a comunicação e são capazes de produzir várias informações sobre localização e saúde do trabalhador.
Essa tecnologia é aplicada principalmente na proteção dos operários; por esse motivo, esses dispositivos são às vezes associados a uma nova geração de EPIs (equipamentos de proteção individual).
Essa tecnologia já é amplamente utilizada nos EUA e no Japão; no Brasil, ela ainda está começando a ser adotada. Confira a seguir alguns wearables.
Óculos 3D – Óculos de realidade mista são dispositivos que permitem que seus usuários sobreponham planos de construção 3D em um local de trabalho. Com esse tipo de tecnologia, os profissionais podem visualizar, dentro da atual estrutura da obra, desenhos em 3D da planta, comparando um projeto salvo no BIM com a estrutura construída até aquele momento.
Esses óculos podem, ainda, escanear informações, como códigos de barras, e filmar as atividades em tempo real.
Botas inteligentes – As chamadas smart boots são calçados com sensores acoplados que permitem a localização do usuário e inspeções de serviço em tempo real.
Desenvolvidos inicialmente para fins militares, esses acessórios podem incorporar GPS (sistema de posicionamento global), banda ultra larga, RFID, wi-fi e altímetro, entre outros recursos.
Sensores incorporados a capacetes e roupas – Embutidos em capacetes, sensores de sinais vitais são capazes de analisar a atividade cerebral para detectar sinais de sono e fadiga. Eles podem enviar sinais de alerta para acordar o operário e/ou alertar os supervisores para substitui-lo, evitando acidentes.
Os sensores podem, ainda, ser incorporados à roupa dos trabalhadores para evitar quedas, detectar vazamentos de gás, enviar pedidos de ajuda e emitir sinal de evacuação em caso de emergência.
Capacetes do futuro – Os capacetes inteligentes podem incorporar um ou mais sensores como os citados acima, transformando-se em equipamentos de proteção e comunicação extraordinários. Com o apoio do GPS, eles podem alertar o trabalhador se ele estiver entrando em local não autorizado.
Com o auxílio da realidade aumentada, podem municiar o usuário com informações de apoio para auxiliá-lo em sua tomada de decisão. O capacete pode contar, também, com câmera de alta resolução 3D, permitindo ao trabalhador documentar suas atividades.
Os modelos mais avançados permitem ao usuário atender a chamadas sem ter que remover luvas, protetores auriculares e, sobretudo, o próprio capacete.
Conclusão
Com potencial de criar uma geração de equipamentos de proteção individual (EPIs), esses dispositivos também agregam produtividade, elevam a qualidade das atividades, reduzem afastamentos e proporcionam maior satisfação aos colaboradores.
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