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Inovação | INICIATIVA SUSTENTÁVEL
O desafio da eficiência energética

É preciso melhorar o abastecimento de energia na indústria sem impactar o meio ambiente e a vida das pessoas.

· 08/02/2023 · Atualizado em 17/02/2023
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A indústria é um dos maiores consumidores de energia do Brasil. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apontam que a indústria consome cerca de 40% de energia no país. E esse consumo aumentou desde o início da pandemia de covid-19, em 2020, o que mostrou a crescente demanda de energia elétrica da produção industrial, apesar da crise econômica do país. 

Ainda de acordo com a EPE, alguns setores industriais, como o alimentício, consumiram quase o dobro de energia nos últimos anos. Nesse cenário, a eficiência energética surge como opção para melhorar o abastecimento de energia nas indústrias, sem, necessariamente, impactar o meio ambiente e modificar espaços habitados por seres humanos. 

Eficiência energética nas indústrias 

Eficiência energética significa produzir a mesma quantidade de energia com menor impacto sobre os recursos naturais, isto é, fazer o mesmo serviço gastando menos energia. Isso implica otimizar o uso das fontes de energia elétrica, característica denominada “utilização racional de energia”.  

Assim, a eficiência energética melhora o aproveitamento das fontes de energia, reduzindo os custos e colaborando para a preservação do meio ambiente sem diminuir a quantidade de eletricidade produzida. 

A eficiência energética no Brasil ainda registra poucos avanços, apesar da existência de programas governamentais específicos, como o Programa de Eficiência Energética (PEE) na Aneel, do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro, o Programa de Conservação de Eletricidade (Procel) no MME/Eletrobras, o Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet), executado pela Petrobras e o Programa de Apoio a Projetos de Eficiência Energética (Proesco) no BNDES.  

As ações do Procel, etiquetando produtos que utilizam eletricidade, produziram uma economia de 23 TWh (4,87% de consumo de energia elétrica em 2018). No setor de transporte, que responde por 35% do consumo final de energia, a intensidade energética (tep/passageiro/km) no transporte de passageiros se manteve constante desde 1996, exceto no transporte aéreo. A tendência atual de eletrificação de veículos certamente contribuirá muito para a melhoria desse cenário.  

No transporte de cargas, houve pequenos ganhos nos últimos anos devido à modernização dos caminhões importados. O setor representa cerca de 34% do consumo final de energia em 2018. No setor residencial, que representa apenas 10% do consumo final, não ocorreram progressos significativos, exceto nos aparelhos de ar condicionado com o advento dos equipamentos providos de inversores. A enorme distância entre o consumo atual dos países desenvolvidos e dos países em desenvolvimento é devido às tecnologias de baixa eficiência que utilizam. 

Benefícios da eficiência energética 

Usar bem a energia é uma forma inteligente de gerir adequadamente as demandas e melhorar a produtividade em qualquer contexto, tanto na área ambiental como na econômica. 

Dentre os muitos benefícios da eficiência energética, podemos citar: 

  • Redução dos impactos ambientais – Melhorar a eficiência energética reduz a necessidade de geração de mais energia e adia a construção de novas usinas, além de contribuir para redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE). 
  • Redução de custos – O custo da energia elétrica é muito alto, seja para a indústria, seja para a população em geral. Para as empresas, adotar processos mais eficientes na produção resulta em redução de custos, aumento da produtividade e dos lucros. 
  • Melhoria da qualidade de vida – A diminuição de emissão de GEE reduz as doenças respiratórias, as mortes prematuras e, consequentemente, os gastos com saúde. Estudo da ONG American Council for an Energy-Efficient Economy (ACEEE) mostra uma redução de 15% do consumo de energia por ano resultaria em 2.190 vidas salvas, e uma economia de US$ 20 bilhões em gastos com saúde nos Estados Unidos. 
  • Aceleração da economia local – A diminuição do gasto com energia também tem efeitos como a aceleração da economia local. Com a economia na conta de energia, as pessoas podem usar o dinheiro no comércio local, contribuindo para criar empregos. 

O uso racional de energia é fundamental para diminuir os custos de produção e reduzir as emissões de gases do efeito estufa. 

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